A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
“E o que significa voltar a produzir, em Manaus, um componente tão precioso como semicondutores? O que temos a oferecer, logística tupiniquim à parte, recursos humanos já treináveis, ou facilmente qualificáveis, para a missão e miríades de talentos de toda ordem. E o mais importante: experimentar essa alternativa singular e sustentável da produção industrial no coração da Amazônia, que não separa economia e ecologia, há 56 anos.”
“Conhecer projetos e programas locais são ações que dependem tão-somente de nós. Eles tremulam a bandeira da Bioeconomia e da diversificação inovadora em todos...
“O ponto de partida bem que poderia ser a quantificação e a qualificação dos benefícios que todos e cada um podem distribuir para que a economia da Zona Franca de Manaus cumpra firme e permanentemente seus propósitos essenciais de promoção humana e prosperidade social. Ou seja, a cada reivindicação de contrapartida fiscal para setor ou entidades, a explicitação dos benefícios a serem oferecidos.”
É comprovada mais uma vez a solidez do projeto de desenvolvimento Zona Franca de Manaus que permitiu, em plena floresta Amazônica, a criação de um sofisticado parque industrial que contribuiu para conter, agora e ao longo dos anos de sua existência, a expansão do desmatamento, bem como foi base principal para a crescente arrecadação federal e estadual no Amazonas, e da arrecadação municipal de Manaus.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas