A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
“Doutor em engenharia de transportes, o professor Augusto César Barreto Rocha tem se dedicado a promover ações compartilhadas entre academia e a economia, particularmente no que se refere a precariedade de infraestrutura para o Polo Industrial de Manaus.” Confira.
Aos trancos e solavancos os barrancos ficam mais próximos ao desenho das especificidades geográficas e desafios geopolíticos para quem opta por investir na Amazônia. Felicitações aos participantes do Norte Export e Infrajur, dois acontecimentos que avançam na direção da reindustrialização e da diversificação do Polo Industrial de Manaus, e na conquista de um novo tempo marcado pela infraestrutura competitiva de que a Amazônia necessita.
Industrializar o país e colocar os serviços novamente na pauta de exportações, desde a construção civil até o software. Esta rota transformadora é fácil de falar e difícil de fazer. Outra oportunidade ainda mais desafiante será a de explorar sustentavelmente a biodiversidade, que é um dos caminhos para a construção do futuro próspero na Amazônia.
Em dezembro do ano passado Wilson Lima manifestou a intenção de criar a Secretaria de Gás Mineração e Recursos Hídricos. Na ocasião, Wilson Lima citou que a empresa que explora o gás no Campo de Azulão [a Eneva] ganhou a concessão para a construção de três usinas térmicas.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas