Isso tem que mudar. O banco não pertence a seus presidentes e diretores. Os proprietários do banco são nossos irmãos ribeirinhos que, obrigados por recompensas miraculosas, perderam saúde e vida nas matas perigosas da Amazônia para ajuda a quem lhes virou as costas. Seus descendentes, que esperaram mais de 50 anos pela compensação financeira, hoje carecem de transparência e eficiência a seu favor.
“Ganhará um enorme abraço de admiração se apontar com dados e fatos um programa de desenvolvimento regional, como a ZFM, capaz de gerar meio milhão de empregos, ser o quinto maior contribuinte tributário do país e ajudar a manter a floresta em pé. Por sinal, se se mantiverem as promessas e a Amazônia não for destruída, vamos equacionar a crise hídrica, energética e liberal, que tal?”
“Essa é uma grande oportunidade e com certeza vai fazer a diferença na vida dos participantes. É necessário ficar atento aos requisitos e se inscrever em tempo hábil. Todas as informações estão nos editais que serão publicados na próxima edição do DOM”, explica Júnior Nunes, diretor-geral da Espi.
A Amazônia ostenta a absoluta maioria dos piores 50 IDHs entre os municípios brasileiros, apesar do Programa de Desenvolvimento Regional chamado Zona Franca de Manaus, uma política do Estado Brasileiro, administrada pela Suframa. Essa autarquia distribui menos de 8% dos incentivos fiscais do Brasil, destinados a desenvolver a região remota chamada Amazônia Ocidental, mais o Estado do Amapá – o equivalente a 40% do território nacional.