Duas observações à guisa de esclarecimento: primeira, a Amazônia não é rica, pois a Amazônia é, principalmente, sua gente, estigmatizada por índices deploráveis de desenvolvimento humano, os IDHs mais baixos do país. Segunda observação: este montante de R$148 bilhões para os cofres federais foram depositados pelas empresas e demais contribuintes da ZFM. Ou seja, esta operação é o maior atestado de acertos deste programa de redução das desigualdades regionais, o maior constrangimento do país com sua cidadania.
Por outro lado, seria dificil aprovar mais uma PEC, a da ZFM para duplicar a dinheirama que aqui o Brasil recolhe desde sempre. Dito isto, e alinhado com as preocupações sociais e ambientais do novo governo, com toda segurança jurídica podemos dizer: longe de ser parte do desastre fiscal do país, podemos ser parte decisiva da força tarefa verde de sua reabilitação no cenário fiscal do país e da questão climática mundial.
Apesar disso, este caça-níquel fiscal jamais se dispôs a contribuir com a infraestrutura logística da operação. O Porto existente em Manaus, o maior porto fluvial do país, foi construído no início do Século passado e jamais teve similar desde então. Vamos visitar a Amazônia e o Mercado do Augusto ensaísta.
A economia formal da Amazônia, baseada em compensação fiscal, chamada Zona Franca de Manaus, teve seus direitos constitucionais prorrogados por 10 anos em 2003, pelo governo Lula e, em 2014, por mais 50 anos, no governo Dilma. A chance do governo que já começou abandonar a ZFM à própria sorte, com seus acertos de desenvolvimento regional, por suposto, é zero, como é zero a chance da permissão ao garimpo ilegal, ao desmatamento criminoso ou ao contrabando de madeiras na Amazônia. Essa é nossa expectativa e convicção.
Para aproximar veículos de comunicação nacional da rotina produtiva que sustenta a economia do Amazonas, o CIEAM convidou um grupo de jornalistas para fazer a experiência fabril da Zona Franca de Manaus. Frequentemente, lemos reportagens, entrevistas, artigos, acompanhamos debates carregados de opiniões, análises e conclusões apressadas, que não correspondem à realidade deste acertado programa de desenvolvimento regional. Nada melhor do que ver, tocar, sentir, saborear e, assim, poder descrever com mais propriedade e objetividade. Afinal, nada mais há de esclarecedor do que uma boa interlocução. Confira o texto da acolhida a cargo do presidente do Conselho Superior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas
Atuamos na Amazônia sob a convicção de que a melhor maneira de proteger o patrimônio natural é disseminar programas e projetos de desenvolvimento marcados...