Desenvolvimento social é fortemente impactado pelo desmatamento, mostra novo estudo

Pesquisadores indicam relação direta entre o desmatamento na Amazônia e a piora dos indicadores sociais nas cidades da região.

Um novo estudo divulgado na última quinta-feira (22), destaca o impacto adverso do desmatamento no desenvolvimento social dos municípios da Amazônia Legal. Segundo o Índice de Progresso Social (IPS) do Imazon, as cidades que mais destruíram a floresta nos últimos três anos apresentam os piores indicadores sociais.

A pesquisa avaliou 47 indicadores que abrangem áreas como saúde, educação, segurança e moradia, em 772 municípios da região. Na Amazônia, o IPS (54,32) foi menor que o índice do Brasil como um todo (67,94).

Impacto do desmatamento

“O desmatamento é quase que um câncer que vai inibindo e retardando a marcha do progresso social da Amazônia. Se melhorarmos os índices ambientais, melhoraremos a segurança e se melhorarmos a segurança, melhoraremos a economia. Agora, além disso, tem que fazer um grande investimento em infraestrutura de banda larga na Amazônia”, destaca Beto Veríssimo, pesquisador do Imazon.

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Desmatamento na Terra Indígena Karipuna (RO) © Rogério Assis / Greenpeace

Estagnação e comparativo internacional

Desde a primeira edição do levantamento em 2013, o IPS da Amazônia permaneceu estagnado. Se a região fosse um país, seria comparada ao Malawi, ocupando uma das 40 piores posições no ranking global, que conta com 168 países.

Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável

Para melhorar o desenvolvimento social na Amazônia e preservar a floresta, especialistas sugerem o aumento da produção agropecuária em áreas já desmatadas e investimentos em bioeconomia. “Existe uma janela de oportunidades enorme para a economia da Amazônia e essa chamada economia verde pode beneficiar bastante”, comenta Beto Veríssimo.

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Foto: Idesam

Situação crítica

Nas ruas de Altamira, no sudoeste do Pará, moradores relatam um cenário de alta violência, corroborando as estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que coloca a cidade como a sétima mais violenta do país. Aiala Colares, especialista em segurança, ressalta a luta de facções pelo controle da cidade. Por outro lado, a Secretaria de Segurança Pública do Pará informou que realiza operações diárias de combate à criminalidade, resultando em uma redução de 37% nos crimes violentos em Altamira no último ano.

Em Portel, na Ilha do Marajó, a baixa qualidade da internet prejudica a educação e limita oportunidades nas áreas mais remotas. “As pessoas que precisam fazer aulas online, principalmente aqueles que estão no nível superior, enfrentam grandes dificuldades devido à baixa qualidade da internet”, relata Ney Mendonça, servidor público local.

Com informações do G1

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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