Crise climática pode forçar migração interna de 216 milhões de pessoas até 2050

Migração climática é a “face humana” das mudanças climáticas, diz estudo do Banco Mundial. Ações para reduzir as emissões globais podem reduzir movimento migratório previsto em 80%

crise climática pode forçar 216 milhões de pessoas em seis regiões do mundo a migrarem dentro de seus próprios países até 2050. Focos desse movimento interno devem surgir já no final desta década e se intensificar nos 20 anos seguintes, caso nada seja feito para conter o aquecimento global.

As conclusões são do relatório Groundswell 2.0, divulgado nesta segunda-feira (13/9) pelo Banco Mundial. O estudo aponta que ações imediatas para reduzir as emissões globais e apoiar o desenvolvimento de projetos verdes em todo o mundo podem reduzir esse movimento migratório previsto em 80%.

No pior cenário estimado pelos pesquisadores, a região da África Subsaariana poderá ter até 86 milhões de migrantes internos se os efeitos da mudança climática não forem mitigados. No Leste Asiático e no Pacífico, esse número pode chegar a 49 milhões. O relatório indica na sequência as regiões que seriam mais afetadas: o Sul da Ásia (40 milhões), o norte da África (19 milhões), a América Latina (17 milhões) e a Europa Oriental e Ásia Central (5 milhões).

Para reduzir a migração prevista no pior cenário, o Banco Mundial recomenda que os países reduzam as emissões globais e façam todos os esforços para cumprir as metas para limitar o aumento da temperatura global em 1,5°C, como previsto no Acordo de Paris. A entidade também sugere incorporar a mudança climática interna nas políticas públicas e planejar um desenvolvimento sustentável, verde e inclusivo.

O relatório do Banco Mundial é um dos primeiros estudos a estimar a migração interna em seis regiões diferentes do mundo. O estudo ainda não engloba a maior parte dos países de alta renda, como a Europa e a América do Norte, e também não inclui o Oriente Médio e pequenos países insulares em desenvolvimento.

Fonte: Um Só Planeta

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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