Comunidade denuncia ação de garimpeiros em área de conservação no AM

Representantes do Fórum Território Médio Juruá (TMJ) denunciaram ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Amazonas a presença de garimpeiros em áreas dentro de Unidades de Conservação na região do rio Juruá. Segundo a denúncia, uma balsa de garimpo foi avistada por ribeirinhos e moradores no mês passado, nos limites das Unidades de Conservação de Carauari e Juruá.

“É a primeira vez na história que uma balsa de garimpo adentra na região do rio Juruá”, comentou Manoel Cunha, morador e gestor da Reserva Extrativista do Baixo Juruá, à Nádia Pontes na Deutsche Welle. “É uma atividade ilegal aqui, estamos numa Unidade de Conservação. Temos que barrar essas balsas agora antes que a situação saia do controle”.

O g1 também abordou a denúncia e lembrou o contexto de inação do governo federal no combate ao garimpo na Amazônia. No final do ano passado, imagens de “paredões” de balsas de garimpo no rio Madeira ganharam destaque na imprensa internacional. Já no começo de 2022, o governo federal chegou a lançar uma proposta para estimular a  “mineração artesanal” – um rebrandingpara o velho conhecido garimpo. O Metrópoles também repercutiu a presença garimpeira no rio Juruá.

Por falar em mineração, o Estadão destacou a explosão no número de pedidos de pesquisa e exploração de potássio no Brasil nos últimos meses. Desde o começo da guerra entre Rússia e Ucrânia, no final de fevereiro, o fornecimento de potássio russo e da aliada Belarus para o resto do mundo ficou comprometido, afetando diretamente a disponibilidade de fertilizantes agrícolas – um insumo central para a agricultura brasileira. O governo federal chegou a usar o risco de desabastecimento de potássio para ressuscitar seu projeto de lei que regulariza a mineração em Terras Indígenas – a despeito de as principais reservas potenciais de potássio no Brasil não se localizarem nessas áreas.

Em tempo: A produção de óleo de dendê no interior do Pará está virando um cabo-de-força que antagoniza empresas e comunidades indígenas e quilombolas. A “Guerra do Dendê”, como o g1 nomeou, está intensificando as tensões entre produtores e Povos Tradicionais, que denunciam a invasão de suas terras por fazendeiros interessados em usá-las na produção de palma. Em alguns casos, empresários e produtores estão recorrendo a “milícias rurais” para ameaçar indígenas e quilombolas.

Texto originalmente publicado em Clima INFO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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