Com tampa que não solta da garrafa, Coca- Cola quer reduzir impacto ambiental e promover reciclagem

Por quatro anos consecutivos, a Coca-Cola lidera um ranking dos maiores poluidores de plástico do planeta. De acordo com o relatório da organização Break Free From Plastic divulgado no ano passado, a fabricante de bebidas mantem o 1o lugar nessa lista vergonhosa desde 2018. A prova de seu impacto ambiental está em praias, rios, parques e outras localidades públicas onde mutirões de limpeza encontram garrafas, tampas e rótulos da marca.

Agora, na tentativa de tentar reduzir esse impacto e facilitar o processo da reciclagem da embalagem como um todo, a empresa lançou um novo modelo de garrafa em que a tampa não se solta após a abertura, ou seja, continua presa – um levantamento realizado em 2018 pela ONU Meio Ambiente revelou que tampas plásticas são o segundo tipo de lixo mais encontrado nas praias (leia mais aqui).

“Esta é uma pequena mudança que esperamos que tenha um grande impacto, garantindo que quando os consumidores reciclarem nossas garrafas, nenhuma tampa seja deixada para trás. É um dos muitos passos que estamos dando em direção ao nosso compromisso global de ajudar a coletar e reciclar uma garrafa ou lata para cada uma que vendermos até 2025, em nossa jornada em direção a um mundo sem resíduos”, disse Jon Woods, diretor geral da Coca-Cola Reino Unido.

Inicialmente, a nova embalagem só será comercializada no Reino Unido – primeiro na Escócia e em seguida nos demais países. Além disso, a companhia afirma que já há alguns anos tanto a garrafa como a tampa já são produzida com plástico 100% reciclável.

O grande problema é a quantidade absurda de garrafas fabricadas por ano: é simplesmente impossível para o mercado de reciclagem dar conta disso tudo. Em 2017, o Greenpeace estimou que a multinacional fabricava 3.400 garrafas PETs por segundo.

A novidade não convenceu ambientalistas. Eles criticam a posição das empresas em colocar todas as fichas na reciclagem e defendem o uso de embalagens retornáveis.

“Se eles realmente querem resolver a crise do plástico e do clima, a Coca-Cola deve se concentrar na redução do plástico dobrando sua meta de reutilização e recarga de embalagens para 50% até 2030”, afirma Graham Forbes, responsável por projetos na área de plástico do Greenpeace Estados Unidos.

Fonte: Conexão Planeta

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Quando a emergência pode se transformar em método

A mobilização preventiva contra a estiagem de 2026 revela...

Eleições na Amazônia 2026: Agenda socioambiental do Maranhão tem avanços, mas esbarra em velhos conflitos 

Reportagem analisa o saldo socioambiental do governo de Carlos Brandão no Maranhão, com seus avanços e contradições.

Manifesto ABRACICLO 50 anos

Apresentação  Ao completar 50 anos de atuação, a Abraciclo escolhe...

A próxima fronteira da indústria brasileira

Verticalizar cadeias produtivas, fortalecer a indústria nacional de componentes...

O luto da bola e a lição da realidade

"A derrota da Seleção Brasileira dói porque rompe uma...