Quem recicla mais? Caprichoso e Garantido disputam o título de boi mais sustentável no Festival de Parintins

A agremiação cujos torcedores mais destinarem corretamente seus resíduos recicláveis será premiada com R$ 20 mil, valor a ser investido em ações sustentáveis internas

Em Parintins, a tradicional rivalidade entre os bois Caprichoso e Garantido ultrapassa os limites do Bumbódromo e ganha um novo palco: a sustentabilidade. Na 58ª edição do Festival Folclórico de Parintins, que acontece de 23 a 29 de junho de 2025, as torcidas também disputarão o título de Campeão Sustentável.

A agremiação cujos torcedores mais destinarem corretamente seus resíduos recicláveis será premiada com R$ 20 mil, valor a ser investido em ações sustentáveis internas. A iniciativa é promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), com apoio do Sebrae e da Coca-Cola Brasil. Trata-se de uma competição paralela que reforça o compromisso ambiental do festival, incentivando práticas de reciclagem e conscientização ecológica entre os brincantes.

Quem recicla mais? Caprichoso e Garantido disputam o título de boi mais sustentável no Festival de Parintins.
Quem recicla mais? Caprichoso e Garantido disputam o título de boi mais sustentável no Festival de Parintins | Foto: Alex Pazuello/Secom

“A disputa entre Caprichoso e Garantido movimenta toda Parintins. Levar esse espírito competitivo também para a reciclagem é uma forma criativa e eficaz de engajar as torcidas em práticas sustentáveis. O meio ambiente ganha, e o boi mais engajado também”, destaca o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira.

Além de promover o cuidado ambiental, o projeto tem um importante impacto social, ao gerar renda para a Associação de Catadores de Parintins (Ascalpin).

Como funciona a disputa?

Na edição 2025 do projeto, chamado de “Recicla, Galera”, serão contabilizadas apenas garrafas PET e latinhas de alumínio para a reciclagem durante a semana do evento. Os resíduos devem ser depositados diretamente nas máquinas coletoras instaladas no Espaço Sustentável “Recicla, Galera”, localizado na Praça da Liberdade.

Quem recicla mais? Caprichoso e Garantido disputam o título de boi mais sustentável no Festival de Parintins.
Quem recicla mais? Caprichoso e Garantido disputam o título de boi mais sustentável no Festival de Parintins | Foto: Alex Pazuello/Secom

Quem reciclar 10 resíduos de uma só vez ganha uma bebida do portfólio da Coca-Cola Brasil, enquanto quem depositar 20 resíduos poderá escolher entre brindes colecionáveis, como viseira, bolsa transversal ou sacola “me leva”.

Nos dias principais do festival — 27, 28 e 29 de junho — a competição se intensifica dentro do Bumbódromo. Torcedores do Caprichoso e Garantido receberão sacolas recicláveis para armazenar seus resíduos, que deverão ser depositados nos Ecopontos exclusivos de cada boi, localizados na saída do evento.

A pontuação final será calculada somando os resíduos reciclados nas máquinas coletoras da Praça da Liberdade e nos Ecopontos do Bumbódromo. O resultado do boi Campeão Sustentável 2025 será anunciado em 30 de junho, junto com o vencedor artístico do Festival de Parintins.

Isadora Noronha Pereira
Isadora Noronha Pereira
Jornalista e estudante de Publicidade com experiência em revista impressa e portais digitais. Atualmente, escreve notícias sobre temas diversos ligados ao meio ambiente, sustentabilidade e desenvolvimento sustentável no Brasil Amazônia Agora.

Artigos Relacionados

Inmetro reposiciona a regulação como aliada da competitividade na Amazônia

"Aproximação com o Polo Industrial de Manaus, expansão da...

Do silêncio à dignidade: dois anos de escuta, compromisso e transformação

"Dois anos de escuta que transformam silêncio em proteção,...

Facções na Amazônia transformam crimes ambientais em negócio lucrativo

Estudo revela como facções na Amazônia exploram crimes ambientais, ampliam lucros ilegais e intensificam conflitos e impactos socioambientais.

Entenda como o futuro do planeta passa pela mineração em terras indígenas

Mineração em terras indígenas cresce com demanda por minerais críticos e expõe conflito entre clima, economia e direitos territoriais no Brasil.