Saiba quais as propostas dos candidatos ao governo do Acre 2026

Planos de Alan Rick, Mailza Assis e Tião Bocalom apresentam diferentes caminhos para bioeconomia, energia, proteção florestal e adaptação climática no Acre. 

A disputa para o governo estadual do Acre ocorre em um estado que ainda conserva extensa cobertura florestal, mas enfrenta o avanço da fronteira agropecuária, da grilagem e das ocupações irregulares sobre áreas de mata. Após atingir o maior patamar da década em 2022, o desmatamento entrou em trajetória de queda e recuou mais de 72% em relação ao pico, resultado associado a uma combinação de fiscalização, inteligência territorial e retomada de instrumentos de financiamento ambiental nos âmbitos federal e estadual. 

Ao mesmo tempo, mecanismos como o Sisa, o REM Acre e os créditos de carbono mantêm o estado inserido na agenda climática internacional, enquanto as políticas de bioeconomia, manejo florestal e agregação de valor aos produtos da floresta ainda avançam de forma fragmentada.

A pesquisa Quaest divulgada em 27 de agosto mostra o senador Alan Rick (Republicanos) na liderança, com 33% das intenções de voto. A atual governadora do estado, Mailza Assis (PP), aparece com 24%; seguida pelo ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), com 15%.

Completam a disputa Thor Dantas (PSB), com 2%, Dr. Luisinho (Agir), com 1%, e Eudo Raffael (PCB), que não pontuou. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 8%, enquanto 17% estão indecisos. Para 59% dos entrevistados, a escolha já é definitiva; outros 40% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, marcadas para 4 de outubro.

A reportagem compara os planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral pelos três candidatos mais bem posicionados, com foco nas propostas para bioeconomia e desenvolvimento sustentável, transição energética, combate ao desmatamento e às queimadas, povos originários e adaptação climática. Confira os projetos apresentados por cada candidato. 

Alan Rick (Republicanos)

Alan Rick (Republicanos) é jornalista, administrador de empresas e ex-apresentador de televisão. Eleito deputado federal em 2014 e reeleito em 2018, chegou ao Senado em 2022, com 37,46% dos votos válidos. Pastor evangélico e integrante da Frente Parlamentar Evangélica e da Frente Parlamentar Agropecuária, tem perfil conservador, favorável à livre iniciativa e ao agronegócio. Disputa pela primeira vez o governo do Acre, com Ricardo Leite (Republicanos) como vice.

Bioeconomia e desenvolvimento sustentável

  • Cadeias produtivas e beneficiamento: Propõe fortalecer cadeias como castanha, borracha, óleos vegetais, sementes, frutos amazônicos e mel, além de instalar unidades de beneficiamento próximas às áreas produtoras para agregar valor localmente.
  • Comunidades e organização produtiva: Prevê apoiar povos indígenas, comunidades tradicionais, extrativistas, agricultores familiares, cooperativas e associações, integrando-os a agroindústrias, compradores e novos mercados.
  • Inovação, qualificação e certificação: Promete financiar tecnologias para o uso sustentável da biodiversidade, estimular certificações e indicações de origem e criar o programa Produção, Bioeconomia e Educação.
  • Mercado de carbono e financiamento: Apoia créditos de carbono e Pagamentos por Serviços Ambientais, com benefícios às comunidades locais, além de priorizar recursos do Fundo Amazônia e de fundos climáticos por meio do Escritório Acre Projetos.
  • Turismo sustentável: Incentiva ecoturismo, turismo de natureza e turismo comunitário. Em terras indígenas, reservas extrativistas e comunidades tradicionais, condiciona as iniciativas ao interesse das comunidades e ao cumprimento da legislação.
  • Produção em áreas abertas: Propõe recuperar áreas degradadas e adotar sistemas integrados de produção. O plano estima que cerca de 380 mil hectares poderiam receber esses sistemas, ampliando a produtividade sem avançar sobre novas áreas de floresta.

Transição energética

  • Infraestrutura energética: Propõe ampliar a capacidade de transmissão e distribuição de energia no Acre, em articulação com órgãos reguladores e concessionárias.
  • Fontes renováveis: Prevê estimular a geração distribuída, com prioridade para energia solar em prédios públicos, escolas, unidades de saúde e comunidades isoladas.
  • Qualificação profissional: Inclui a formação de jovens na área de energias renováveis por meio do programa Capacita Acre Jovem.

Desmatamento e queimadas

  • Uso de áreas já abertas: Propõe aumentar a produtividade do agronegócio sem avançar sobre novas áreas de floresta, com recuperação de áreas degradadas e sistemas integrados de produção.
  • Regularização ambiental: Prevê enfrentar o passivo de mais de 52 mil Cadastros Ambientais Rurais ainda pendentes de validação.
  • Floresta produtiva: Defende o manejo florestal sustentável e o fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade.
  • Monitoramento e combate ao fogo: Propõe monitoramento ambiental e de queimadas, brigadas comunitárias e indígenas, fortalecimento das Defesas Civis municipais e um Plano Estadual de Resposta a Desastres.

Povos originários

  • Bioeconomia e turismo: Inclui os povos indígenas nas cadeias da sociobiodiversidade e prevê turismo em terras indígenas, condicionado ao interesse das comunidades e às normas legais.
  • Educação e qualificação: Propõe materiais específicos, formação de professores, valorização dos Territórios Etnoeducacionais e ações itinerantes de capacitação e inclusão digital.
  • Assistência social: Prevê equipes volantes para atendimento e atualização do Cadastro Único, com adaptação às especificidades linguísticas e territoriais.
  • Cultura e esporte: Propõe um Circuito de Jogos Indígenas e Tradicionais, com arco e flecha, corrida de tora e canoagem.

Adaptação climática

  • Infraestrutura climática: Propõe os programas Cidades Resilientes e Adapta Rio Branco, com infraestrutura verde, soluções baseadas na natureza, parques lineares, reflorestamento e intervenções contra inundações, posteriormente ampliadas a outros municípios.
  • Drenagem e proteção das águas: Prevê um Programa Estadual de Drenagem Urbana e o Igarapé Vivo, com desassoreamento, recuperação de cursos d’água, recomposição de APPs e proteção de nascentes e mananciais.
  • Moradia e saneamento: Propõe reassentar famílias de áreas de risco, adaptar habitações ao clima amazônico e desenvolver soluções de água e esgoto para comunidades rurais e ribeirinhas.
  • Defesa Civil e proteção social: Inclui alertas para cheias e estiagens, fortalecimento das Defesas Civis e o SUAS Responde, com ajuda humanitária e auxílio-moradia para famílias atingidas.
  • Financiamento climático: Prevê buscar recursos do Fundo Amazônia e de fundos climáticos para executar os projetos.

Resumo

O plano de Alan Rick busca conciliar a valorização econômica da floresta com a expansão produtiva, mas concentra a maior parte dos investimentos no agronegócio. A proposta é elevar a produtividade das áreas já abertas, recuperar áreas degradadas, incentivar o manejo sustentável e fortalecer cadeias da sociobiodiversidade, o mercado de carbono e os pagamentos por serviços ambientais.

O documento também prevê fontes renováveis, monitoramento de queimadas, brigadas florestais e medidas abrangentes de adaptação climática. Para os povos indígenas, prioriza educação, assistência social e inclusão produtiva. Apesar do escopo, faltam metas, prazos, orçamento e indicadores, além de medidas detalhadas para fiscalização, punição ao desmatamento, substituição de combustíveis fósseis, proteção territorial indígena e combate às invasões nesses territórios.

Mailza Assis (PP)

Atual governadora do Acre, Mailza Assis (PP) construiu sua trajetória política como aliada de Gladson Cameli (PP). Exerceu o mandato de senadora entre 2019 e 2023 e, depois, foi eleita vice-governadora na chapa liderada por Cameli. Assumiu o Executivo estadual em abril de 2026, após a renúncia do titular para disputar o Senado. Concentra sua atuação em assistência social, direitos das mulheres e fortalecimento dos municípios. Concorre pela primeira vez ao governo do Acre para manutenção do cargo de governadora, tendo como vice a médica e ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB). 

Bioeconomia e desenvolvimento sustentável

  • Programa estadual e pesquisa: Propõe estruturar o Programa Estadual de Bioeconomia e criar centros de referência e laboratórios para pesquisa, inovação, formação profissional e apoio à agricultura familiar.
  • Cadeias produtivas: Prevê modernizar agroindústrias, ampliar o beneficiamento e agregar valor ao açaí, castanha, café, cacau, borracha e outros produtos da sociobiodiversidade.
  • Fomento e certificação: Propõe ampliar a subvenção da borracha para outros produtos, apoiar alimentos orgânicos, rastreabilidade, selos de origem e pequenas fábricas de cafés e chocolates.
  • Produção sustentável: Incentiva sistemas agroflorestais com espécies frutíferas locais, assistência técnica, distribuição de mudas e orientação de manejo.
  • Carbono e repartição de benefícios: Prevê certificar e comercializar créditos de carbono para financiar a proteção ambiental, com participação de indígenas, mulheres, agricultores familiares e extrativistas na governança.
  • Florestas públicas e turismo: Propõe concessões para manejo sustentável de madeira e outros produtos, além de turismo de natureza e turismo comunitário em terras indígenas.

Transição energética

  • Planejamento energético: Propõe um Plano Estadual de Eficiência e Transição Energética para reduzir o consumo de combustíveis fósseis e ampliar o uso de fontes renováveis.
  • Energia solar: Prevê construir usinas fotovoltaicas em municípios de difícil acesso para abastecer escolas, unidades de saúde e prédios públicos, com posterior expansão para outras cidades.
  • Biocombustíveis: Incentiva usinas de etanol de milho integradas às cadeias pecuárias, com produção de combustível e coprodutos para nutrição animal.
  • Obras e investimentos: Propõe padrões de eficiência energética nas obras públicas e mais investimentos em renováveis dentro da estratégia de baixo carbono.

Desmatamento e queimadas

  • Monitoramento e resposta: Propõe integrar órgãos ambientais, forças de segurança e Defesa Civil em um sistema de combate ao desmatamento e às queimadas ilegais.
  • Estrutura dos órgãos: Prevê concurso público e contratação de equipes multidisciplinares para ampliar fiscalização, licenciamento, monitoramento e proteção ambiental.
  • Regularização e recuperação: Propõe concluir a regularização ambiental e fundiária, atualizar o CAR, ampliar a adesão ao PRA e apoiar projetos de recuperação de áreas degradadas, inclusive com mudas de viveiros públicos.
  • Restauração e educação ambiental: Incentiva restauração florestal, sistemas agroflorestais e ações educativas para produtores, indígenas, ribeirinhos, estudantes e trabalhadores urbanos.

Povos originários

  • Proteção e gestão territorial: Propõe concluir os Planos de Gestão Territorial e Ambiental de todas as terras indígenas e manter bolsas para até 148 agentes agroflorestais em 26 territórios.
  • Representação política: Prevê ampliar a participação indígena nas decisões climáticas, ambientais e na repartição de benefícios, além de transformar a Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas em Secretaria de Estado permanente.
  • Educação: Inclui novas escolas, alimentação culturalmente adequada, formação e concurso para professores indígenas, além da interiorização de cursos técnicos e tecnológicos.
  • Bioeconomia e turismo: Propõe turismo comunitário, comercialização de artesanato e produtos da bioeconomia, tecnologias sociais e expansão da Rota do Cacau para comunidades indígenas.
  • Cultura e assistência: Prevê apoio a festivais, valorização de línguas e saberes tradicionais e atendimento social adaptado às especificidades culturais e territoriais.

Adaptação climática

  • Planejamento climático: Propõe o programa Acre Mais Resiliente e um Plano de Prevenção e Resposta a Eventos Extremos, articulando SISA, governos, setor privado e sociedade.
  • Defesa Civil e ajuda humanitária: Prevê ampliar equipes, tecnologias e protocolos, criar um centro logístico de insumos para situações emergenciais e levar educação para prevenção de riscos às escolas.
  • Proteção social: Inclui núcleos regionais e programas para atender populações urbanas, rurais, ribeirinhas e indígenas atingidas por eventos extremos.
  • Infraestrutura adaptada: Propõe padrões climáticos para obras públicas, planos municipais contra enchentes e urbanização de áreas vulneráveis com drenagem, saneamento e recuperação ambiental.
  • Cidades e recursos naturais: Prevê arborização, parques ambientais, ampliação do abastecimento de água e esgoto sanitário, restauração florestal e sistemas agroflorestais.

Resumo

Mailza Assis (PP) apresenta uma agenda ambiental mais institucionalizada, com programas estaduais, reforço dos órgãos ambientais, política específica para povos indígenas, transição energética e mecanismos de governança climática. Entre as medidas mais concretas estão a manutenção de 148 agentes agroflorestais em 26 terras indígenas, a instalação de usinas fotovoltaicas para serviços públicos e a realização de concurso para ampliar o quadro dos órgãos ambientais.

Apesar do detalhamento institucional, faltam metas, prazos, orçamento e indicadores para bioeconomia. A proposta também não define metas de redução do desmatamento, ações de responsabilização por incêndios nem medidas contra invasões, garimpo e exploração ilegal de madeira em territórios indígenas. Na adaptação climática, não apresenta mapas de vulnerabilidade ou critérios de prioridade e não explica como municípios menores financiarão e manterão os sistemas de prevenção.

Tião Bocalom (PSDB)

Professor de matemática e produtor rural, Tião Bocalom construiu a carreira política em cargos executivos. Foi prefeito de Acrelândia e de Rio Branco, eleito em 2020 e reeleito em 2024. De perfil conservador e ligado ao setor produtivo, defende a expansão do agronegócio como caminho para gerar empregos. Após deixar o PL e retornar ao PSDB, renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo do Acre. Tem como vice-governador o candidato Sargento Adonis (PSDB). 

Bioeconomia e desenvolvimento sustentável

  • Concessões e legislação ambiental: Propõe concessões florestais sustentáveis, atualização do Zoneamento Econômico-Ecológico e modernização das normas estaduais. Também defende flexibilizar a legislação federal para ampliar a exploração de terras agricultáveis.
  • Produção agropecuária: Prevê programas para arroz, feijão, milho e leite, além da expansão de café, cacau, açaí e banana voltados ao mercado externo.
  • Assistência e industrialização: Propõe recriar a Emater, fortalecer a Cageacre, atrair indústrias processadoras e ampliar o beneficiamento, armazenamento e comercialização da produção.
  • Recuperação e arborização: Inclui recuperação de matas ciliares, arborização urbana e o PoupeVerde, destinado ao plantio de árvores comerciais em cercas de pastagens.
  • Tecnologia e formação: Prevê fortalecer a Fundação de Tecnologia do Acre e aproximar a formação técnica da bioeconomia, do agronegócio, do turismo e da indústria.
  • Resíduos sólidos: Propõe apoiar os municípios na destinação adequada dos resíduos, com prioridade para reciclagem.

Transição energética

  • Transmissão e subestações: Propõe articular com a Aneel a modernização das subestações e linhas de transmissão para viabilizar a geração fotovoltaica e reduzir apagões.
  • Corredores produtivos: Prevê cobrar da Energisa a expansão da rede trifásica e investir em energia limpa nas rotas comerciais e áreas de produção.
  • Biocombustíveis: Incentiva biorrefinarias e usinas de etanol de milho integradas à pecuária.
  • Integração regional: Propõe convênios com o Amazonas para manutenção das linhas elétricas em regiões limítrofes.

Desmatamento e queimadas

  • Recuperação florestal: Propõe recuperar matas ciliares e implantar o PoupeVerde, com árvores comerciais plantadas ao longo das cercas de pastagens.
  • Ordenamento territorial: Prevê atualizar o Zoneamento Econômico-Ecológico, agilizar a análise do Cadastro Ambiental Rural e regularizar pequenas propriedades com georreferenciamento.
  • Fiscalização e tecnologia: Propõe modernizar os órgãos de fiscalização e licenciamento e utilizar drones, telemetria, estações meteorológicas e satélites no acompanhamento rural.
  • Concessões florestais: Prevê explorar florestas públicas por meio de concessões vinculadas ao manejo sustentável.

Povos originários

  • Logística: Propõe atendimento específico para povos indígenas e populações isoladas, considerando as dificuldades de deslocamento no território acreano.
  • Saúde indígena: Prevê aproximar o governo estadual da Secretaria de Saúde Indígena e respeitar as especificidades culturais durante o atendimento.

Adaptação climática

  • Gestão de riscos: Propõe um protocolo integrado de resposta rápida a eventos climáticos, coordenado com a Defesa Civil.
  • Drenagem e transporte: Prevê sistemas de drenagem em ramais, pontes e rodovias, além da desobstrução de rios e igarapés para facilitar a navegação.
  • Monitoramento rural: Inclui estações meteorológicas, drones e telemetria para ampliar a agricultura de precisão.
  • Água e saneamento: Propõe expandir as redes de água e esgoto e recuperar matas ciliares para proteger os recursos hídricos.
  • Agricultura irrigada: Prevê facilitar o licenciamento ambiental e a outorga de água para ampliar a irrigação.

Resumo

O plano de Tião Bocalom é centrado na expansão da agropecuária, na industrialização e na infraestrutura produtiva. A bioeconomia aparece vinculada ao aproveitamento econômico dos recursos naturais, com concessões florestais, recuperação de áreas degradadas e agregação de valor à produção. Apesar de citar créditos de carbono e fontes renováveis, o documento não detalha cadeias da sociobiodiversidade, repartição de benefícios ou governança ambiental. Também não fixa metas de energia limpa, redução de emissões ou substituição de combustíveis fósseis.

As propostas para desmatamento, queimadas e adaptação climática são pontuais e não estabelecem metas, prazos ou orçamento. O plano prioriza regularização fundiária, monitoramento rural e resposta a desastres, enquanto defende agilizar o licenciamento e flexibilizar normas para ampliar o uso de terras agricultáveis. Para os povos indígenas, as medidas concentram-se no atendimento de saúde, sem políticas detalhadas de proteção territorial, consulta prévia, educação ou participação na gestão ambiental. Também faltam sistemas de alerta, mapas de risco e ações estruturadas para comunidades vulneráveis a secas, enchentes e incêndios.

Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu é jornalista e mestre em Comunicação. Especialista em jornalismo digital, com experiência em temas relacionados à economia, política e cultura. Atualmente, produz matérias sobre meio ambiente, ciência e desenvolvimento sustentável no portal Brasil Amazônia Agora.

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