Cai o terceiro Diretor de Proteção Ambiental do Ibama da gestão Bolsonaro

O coronel Samuel Vieira de Souza foi exonerado nesta quinta (18) diretamente pela Casa Civil e será assessor do ministro Joaquim Leite no Ibama. Substituto ainda não foi nomeado

A diretoria de Proteção Ambiental (Dipro) do Ibama amanheceu sem chefe nesta quinta-feira (18). O coronel da reserva do Exército, Samuel Vieira de Souza, que ocupava o cargo há pouco mais de um ano, foi exonerado em portaria assinada diretamente pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira Filho. Seu substituto ainda não foi nomeado. É o terceiro nome – todos militares – nomeado e exonerado durante a gestão de Jair Bolsonaro.

Coincidência ou não, a exoneração de Samuel tem ares de deja vú. Isso porque ela ocorre pouco tempo depois da exibição de reportagem no Fantástico, na Rede Globo, que acompanhou uma ação de fiscalização do Ibama para combater o garimpo na Terra Indígena Yanomami. A reportagem, veiculada no último domingo (14), entrevistou o então diretor, Samuel de Souza. Em abril de 2020, o major da PM Olivaldi Borges Azevedo – na época o diretor de Proteção Ambiental – havia feito o mesmo ritual. Deu entrevista durante uma operação de fiscalização no Fantástico e, dois dias depois, foi exonerado.

Ricardo Salles e Joaquim Leite, ex-ministro e atual ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro Ibama
O ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o atual, Joaquim Leite

Apesar de parecer revelar o modus operandi deste governo – quem for pego fazendo o trabalho de fiscalização ambiental será punido – a saída de Samuel já circulava nos corredores do Ibama antes da operação. A Dipro, agora sem chefe, é responsável justamente por coordenar, controlar e executar ações referentes à fiscalização, além da coordenação de emergências ambientais.

O coronel, que entrou no Ministério do Meio Ambiente em fevereiro de 2019, como assessor de gabinete do ex-ministro Ricardo Salles, voltará às origens. De acordo com o Ibama, o ex-diretor atuará como assessor especial do atual ministro, Joaquim Leite, em grupo de trabalho para combater o comércio ilegal de produtos florestais, co-presidido por Leite junto ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres e ao enviado especial americano para o Clima, John Kerry.

Fonte: O Eco

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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