EDITORIAL BAA — o Brasil não pode sair da COP 30 ignorando o crime que devasta a Amazônia e as mulheres

“Ao revelar como o poder armado devasta a Amazônia, o Brasil não pode sair de Belém ignorando que a maior ameaça à floresta — e às mulheres amazônidas — é justamente o vazio deixado pelo Estado”

Com a COP 30 se encerrando amanhã, o país precisa encarar o que ainda não enfrentou: a violência que destrói vidas e territórios na Amazônia tem nome — crime organizado. E sem uma legislação dura, moderna e inteligente, não haverá proteção para mulheres, nem ambiente seguro para qualquer agenda climática.

A COP 30 chega ao seu último dia. As negociações avançam, acordos são finalizados, palavras como “transição”, “financiamento” e “neutralidade” se repetem nos discursos. Mas há um tema que, mesmo dentro da Amazônia, passou quase ileso pelos debates: a expansão do crime organizado e sua violência fatal contra mulheres, meninas e adolescentes.

Na reta final da COP 30, a brasilidade exige que o Brasil trate o crime organizado — principal vetor da violência contra mulheres e motor da devastação na Amazônia — com legislação dura, moderna e inteligente. Sem segurança pública, não há sustentabilidade.

É hora de dizer o que precisa ser dito: não é a COP que deve resolver isso — é o Brasil. Com espírito público, coragem institucional e compromisso com a vida.

devasta a amazonia
Foto divulgação

Os dados são incontestáveis:

Esses números não apontam apenas para vulnerabilidade — apontam para um ecossistema de violência sustentado, alimentado e expandido pelo crime organizado.

E é impossível proteger a Amazônia — ou as mulheres da Amazônia — sem enfrentar esse poder territorial armado.

A COP 30 tem seu papel histórico, sua importância ambiental e diplomática. Mas a realidade é direta: não haverá resolução climática capaz de enfrentar a violência sexual, o tráfico de pessoas, o feminicídio e a destruição institucional causada pelo crime.

Isso exige outra arena. Exige o Parlamento, o Ministério da Justiça, o Sistema de Segurança Pública, o Judiciário, os governos estaduais. Exige espírito público — e coragem política.

O Brasil precisa de:

Sem isso, a violência continuará devorando vidas — e o crime continuará devorando a floresta.

A COP 30 vai acabar amanhã. A violência, não. É agora que o Brasil precisa decidir.

O Brasil não pode sair de Belém acreditando que a COP 30 basta. O Brasil não pode sair de Belém ignorando que a maior ameaça à Amazônia — e às mulheres da Amazônia — é o poder armado que ocupa o vazio deixado pelo Estado.

A COP termina amanhã. O nosso dever, não.

Agora, é com o Brasil:

Porque nenhuma árvore estará protegida enquanto meninas permanecem expostas. Nenhuma meta de carbono resistirá enquanto facções controlarem rios e florestas. Nenhuma justiça climática será possível onde mulheres vivem sob terror.

A Amazônia precisa de segurança pública, de Estado e de espírito público. E o Brasil precisa agir agora.

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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