Bosques da Memória terão uma árvore para cada vítima da COVID-19

A Pandemia trouxe um luto diferente, que fica aberto no peito das pessoas que não puderam se despedir de  seus familiares como fariam em situações normais. É uma dor muito grande não poder estar perto para amparar e não poder dizer adeus como se deve.

Numa atitude de sensibilidade e amor ao próximo, três redes de ONGs voltadas para a preservação da Mata Atlântica se uniram e idealizaram um projeto de alento e solidariedade às famílias enlutadas.

Estas organizações encontraram na preservação da floresta uma maneira de homenagear os mortos da Covid-19, plantando uma árvore para cada vítima desta terrível doença. Os plantios tiveram início em dezembro de 2020 e são apoiados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em alinhamento com as ações da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas 2021-2030.

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Foto: Divulgação | Bosques da Memória

As entidades Rede de ONG´s da Mata Atlântica (RMA), Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) e Pacto pela Restauração da Mata Atlântica criaram o Projeto Bosques da Memória que plantará 200 mil árvores até o dia do meio ambiente, 05 de junho, em 17 estados brasileiros.

Na região de Presidente Epitácio, interior de São Paulo, a APOENA (Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar) está plantando 2 mil árvores em um pouco mais de 1 hectare da área de Mata Atlântica.

O presidente da APOENA, Djalma Weffort conta que já vivenciou muitas histórias emocionantes de pessoas que não apenas doaram árvores, como participam ativamente do plantio, escolhendo a espécie e colocando uma placa em nome do homenageado.

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Foto: Divulgação | Bosques da Memória

Djalma conta o caso do Sr. Aylton Heringer, que nascido no município de Alto Jequitibá-MG foi homenageado pela irmã que pediu o plantio de uma muda de Jequitibá em sua memória.

A APOENA, sempre que possível, atende os pedidos dos familiares que escolhem, dentro das espécies naturais da Mata Atlântica, a árvore que desejam plantar em nome de seus mortos. Algumas pessoas, gostam de estar presente no momento do plantio e transformam isso em um ritual de despedida. Esta atitude, acredita Djalma, ajuda a consolar amigos e parentes e traz certa paz ao luto.

Já no Estado do Rio de Janeiro a Associação Mico-Leão Dourado plantará cerca de 6,5 mil árvores em quatro hectares do habitat onde vive o mamífero ameaçado de extinção.

Assim como estas duas entidades, diversas outras espalhadas por todo o território onde se estende a Mata Atlântica estão iniciando o plantio local, assegurando a biodiversidade de espécies nativas do bioma e recuperando áreas degradadas. Paraguai e Argentina, que também possuem o bioma em seu território, têm demonstrado interesse de expandir a iniciativa para seus países.

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Foto: Divulgação | Bosques da Memória

O projeto foi criado em setembro de 2020, quando o número de pessoas vítimas da Covid-19 ainda era de 135 mil. Na ocasião ainda não se sabia a abrangência da Pandemia, mas estipulou-se o número de 200 mil mudas que serão plantadas até junho. Este número será rediscutido em maio, quando as entidades decidirão, após um balanço das ações, se expandem o projeto.

Simbolicamente, o plantio das árvores resgata a cerimônia de despedida. Com o plantio, vem uma nova vida e a esperança de que a pandemia deixará de levar pessoas queridas e a reflexão de como iremos mudar nossa relação com o Planeta quando tudo isso terminar. É uma forma de tirar forças de um momento difícil fazendo uma ação positiva concreta.

Para fazer parte do projeto, inscreva-se no site do www.bosquesdamemoria.com.

Fonte: CicloVivo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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