Bioindústria amazônica ganha centro estratégico e plano de ação nacional

Plano nacional quer romper com a lógica da exportação in natura e criar renda na floresta por meio de uma bioindústria amazônica conectada às cadeias locais.

A bioindústria amazônica se fortalece com novas iniciativas federais voltadas ao desenvolvimento produtivo da região. Durante a inauguração da Unidade Norte do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus, o diretor do Departamento de Patrimônio Genético e Cadeias Produtivas dos Biomas e Amazônia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rafael de Sá Marques, destacou mudanças estruturais na atuação do governo na Amazônia.

A bioindústria amazônica se fortalece com novas iniciativas federais voltadas ao desenvolvimento produtivo da região. Durante a inauguração da Unidade Norte do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus, o diretor do Departamento de Patrimônio Genético e Cadeias Produtivas dos Biomas e Amazônia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rafael de Sá Marques, destacou mudanças estruturais na atuação do governo na Amazônia.

Segundo Marques, a reestruturação do MDIC no atual governo trouxe como diretriz a presença física e o diálogo direto com os territórios. Uma das medidas concretas é a criação da Rede de Biorrefino da Amazônia, financiada pelo Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia. A iniciativa reúne instituições científicas para aprimorar o processamento de biomassas como cacau, cupuaçu e açaí, ampliando o valor agregado de subprodutos antes descartados, uma frente estratégica para o fortalecimento da bioindústria amazônica.

Matérias-primas amazônicas e produtos processados expostos no Centro de Bionegócios da Amazônia, em Manaus.
Matérias-primas e itens produzidos no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Outro marco é a mudança de identidade do Centro de Biotecnologia da Amazônia, que deixou de ser apenas um centro de pesquisa para atuar como elo entre ciência, mercado e sustentabilidade. Agora como Centro de Bionegócios da Amazônia, o espaço passou a fomentar negócios inovadores com base nos recursos da floresta.

O MDIC também fortaleceu sua parceria com o INPI para ampliar o registro de patentes e indicações geográficas, estimulando a valorização territorial de produtos amazônicos. “Queremos industrializar a produção na base, nas cooperativas e comunidades extrativistas, gerando renda e tecnologia aqui”, afirmou Marques.

As ações integram o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, que estabelece sete missões estratégicas, três delas focadas na verticalização da produção e na industrialização local. A proposta rompe com o modelo de exportação in natura e busca impulsionar uma bioindústria amazônica inovadora, inclusiva e conectada às potencialidades da floresta.

Fachada do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus, novo polo estratégico da bioindústria amazônica.
CBA assume novo papel como elo entre ciência, mercado e floresta. Foto: Governo Federal.
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu é jornalista e mestre em Comunicação. Especialista em jornalismo digital, com experiência em temas relacionados à economia, política e cultura. Atualmente, produz matérias sobre meio ambiente, ciência e desenvolvimento sustentável no portal Brasil Amazônia Agora.

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