Biden retoma política de Obama para cálculo do custo social das emissões de carbono

O governo dos EUA anunciou na semana passada a retomada de uma padronização feita durante a gestão de Obama (2009-2017) para calcular o custo da mudança climática em suas decisões de licenciamento, investimento e regulamentação. Assim, as análises econômicas acerca destas decisões considerarão preliminarmente o custo da tonelada de dióxido de carbono equivalente em US$ 50, até que a equipe econômica da Casa Branca conclua uma atualização da estimativa. Na gestão Trump (2017-2021), esse valor foi bastante reduzido, ficando em torno de US$ 10 por tonelada de CO2e.

A retomada da estimativa “permitirá que as agências federais contabilizem de maneira imediata e mais adequada os impactos do clima em suas tomadas de decisão, enquanto continuamos o processo de trazer o que há de melhor e mais atualizado em ciência e economia para a estimativa dos custos sociais do carbono”, escreveu Heather Boushey, membro do Conselho de Consultores Econômicos do governo Biden. BloombergReuters e Washington Post repercutiram o anúncio.

Em tempo 1: Formalmente fora da União Europeia desde dezembro, o Reino Unido confirmou que o novo sistema de comércio de emissões do país será lançado em maio, com os primeiros leilões substituindo as permissões que restaram do sistema europeu de comércio de carbono. O governo de Boris Johnson enxerga o sucesso desse mercado britânico de emissões como fundamental para que a meta de descarbonização da economia britânica até 2050 saia do papel. O Financial Times deu mais detalhes.

Em tempo 2: A Comissão Europeia apresentou na semana passada a nova estratégia de adaptação às mudanças do clima da União Europeia. O continente vem sofrendo com a instabilidade climática nos últimos anos, com ondas de calor e frio cada vez mais fortes e frequentes, resultando em perdas humanas e materiais consideráveis. Um dos focos da nova estratégia europeia para adaptação é a estruturação de um modelo de seguro para evitar que os prejuízos fiquem totalmente nas costas do poder público e atrair investidores privados e a indústria de seguros para participar da divisão de riscos. Bloomberg e POLITICO repercutiram essa notícia.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

ANOTAÇÕES PARA O NOVO LUSTRO DA ECONOMIA BRASILEIRA: 2026 A 2030 -A GRANDE TRANSFORMAÇÃO – Parte VIII

Economia brasileira pressionada por sistemas empresariais mal estruturados, crescimento...

Congresso acelera debate sobre mineração em terras indígenas após decisão do STF

Decisão judicial expõe disputa entre interesses econômicos, direitos indígenas...

Entre impostos , dívidas e apostas, a renda encurta 

“O Brasil entrou em uma fase curiosa e preocupante...

A Amazônia diante de um mundo em ruptura

Geopolítica instável, economia sob pressão e inteligência artificial reconfiguram...