“Queremos que a Amazônia seja vista não como problema, mas como referência de governança e inovação, levando sua mensagem para o Brasil e para o mundo.” Jean Marc Hamon
Coluna Follow-Up
Há mais de 52 anos na Amazônia, a BIC é bem mais que uma empresa: é símbolo de como a indústria pode ser aliada da floresta em pé. O conselheiro do CIEAM, Jean Marc Hamon, gestor da empresa, traduz essa responsabilidade ao afirmar que os compromissos do Acordo de Paris, raiz da agenda ESG, que incluem a proteção da Amazônia, confirmam a relevância deste bioma para o mundo.
Mas a diferença da BIC Amazônia em relação a tantas corporações globais é clara: enquanto a visão externa se alimenta de relatórios e percepções mediadas, aqui a empresa constrói uma leitura própria a partir da escuta dos amazônidas. São as trabalhadores e os trabalhadores da fábrica a mostrar que não existe solução para a floresta sem solução para o povo da floresta.
Essa convicção dá sentido ao modelo da Zona Franca de Manaus. Para Hamon, a ZFM é uma alternativa inteligente, uma equação que garante empregos, dignidade e renda, inibindo a economia predatória. Ela prova que é possível desenvolver sem agredir, industrializar sem devastar.
O caminho não é de extremos: não se trata de intocabilidade absoluta nem de exploração sem freios. É viável explorar, de forma sustentável, recursos como gás natural, minerais estratégicos e insumos da biologia molecular para gerar medicamentos, dermocosméticos e suplementos que a humanidade tanto busca. A floresta, nesse olhar, deixa de ser apenas barreira a ser protegida e passa a ser parceira do conhecimento e da inovação.
Ao oferecer oportunidades reais e seguras, a indústria da ZFM se transforma em barreira contra o desmatamento, dando ao povo da Amazônia alternativas de vida digna e sustentável. Esse é o diferencial da BIC Amazônia: traduzir riqueza em soberania, ciência e futuro, sendo uma referência corporativa que conecta Amazônia e mundo, economia e ecologia.
E como sublinha Hamon, a agenda ESG vai além de um avanço civilizatório, de um compromisso ambiental e ético com a sociedade. Ela se tornou também uma vantagem competitiva, inclusive financeira. No fim das contas, fazer tudo como deve ser feito é financeiramente compensatório — prova de que integridade e sustentabilidade são os melhores negócios.
E eis aqui a boa notícia:
Recertificação no selo BV ESG 360: Protagonismo da BIC Amazônia
por Alcimeire Figueiredo – BIC Amazônia
Em agosto de 2025, tivemos a honra de conquistar novamente o selo BV ESG 360, atingindo o nível Protagonista – a mais alta escala de maturidade, com 93,69% de pontuação .
Esse resultado representa muito mais do que um certificado. Ele mostra que as nossas práticas ambientais, sociais e de governança são concretas, consistentes e reconhecidas. Fomos avaliados em três dimensões essenciais:
• Ambiental – redução no consumo de água e energia, ecoeficiência, gestão de resíduos e ações sobre mudanças climáticas e educação ambiental.
• Social – diversidade, inclusão, direitos humanos, relações de trabalho justas, fortalecimento da cadeia de suprimentos e apoio ao desenvolvimento local.
• Governança – visão estratégica, estrutura sólida e gestão transparente.

Nada disso seria possível sem o nosso time. Essa conquista é de todos, especialmente das colegas Criselide Cordeiro, Jéssica Albuquerque, Jackeline Lima, Vivian Gomes, Michele Souza, Rayssa Elgaly, Felicita Murilho, Livia Silva, Palloma Pereira e Giovanna Alvarenga .

A BIC Amazônia também já possui o selo ZFM + ESG e participa ativamente do Comitê de ESG do CIEAM, reforçando a sinergia entre indústria, sociedade e floresta em pé .
Nosso compromisso é claro: integridade, sustentabilidade e responsabilidade. Queremos que a Amazônia seja vista não como problema, mas como referência de governança e inovação, levando sua mensagem para o Brasil e para o mundo.
