A esperança dos paulistas está na doutrina que orienta o STF e que, ao seguir a Constituição Federal, não deve decidir favorável ao governo de São Paulo, e sim ao seu povo. Se assim for, felizmente, evitará ainda que o país tenha que explicar como ter uma Zona Franca que não é franca.
O acordo União Europeia–Mercosul não inaugura apenas um novo corredor de oportunidades comerciais. Ele inaugura, sobretudo, um novo mapa de exigências — um conjunto de filtros técnicos, ambientais, reputacionais e regulatórios que passa a funcionar como “alfândega invisível” do século XXI. A Zona Franca de Manaus, que historicamente se construiu como solução nacional para um problema regional, precisa agora se preparar como solução regional para um problema global.