A recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reconheceu a validade dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus e impediu a glosa dos créditos de ICMS por parte do estado, foi comemorada com discrição por representantes da indústria da Amazônia. Discrição, porque a vitória jurídica não elimina o principal problema: o Brasil teima em ignorar a Constituição quando se trata da Amazônia. É o que afirma Nelson Azevedo, empresário e dirigente industrial com longa trajetória de defesa do Polo Industrial de Manaus (PIM) e da Zona Franca como plataforma de desenvolvimento nacional e proteção ambiental.
Nesta entrevista ao Brasil Amazônia Agora, Azevedo analisa os efeitos da decisão judicial, os riscos da interpretação da Reforma Tributária e a recorrente tentativa de esvaziar o modelo que, há mais de 50 anos, transforma a Amazônia em território produtivo. Com lucidez, o líder empresarial sentencia: “A Justiça só está cumprindo o que a Constituição manda. Ingênuos são os que acreditam que a reforma tributária nos trará tranquilidade”.
"A oportunidade industrial trazida pela reforma tributária precisa ser potencializada e para isso a infraestrutura com um sistema aéreo mais competitivo, com a recuperação...
“É digno e justo insistir que, na relatoria da Reforma Tributária, com Eduardo Braga e na coordenação dos demais parlamentares do Congresso Nacional, Omar...
A Zona Franca de Manaus é um dos mais bem-sucedidos exemplos de economia sustentável no mundo, garantindo que mais de 90% da floresta amazônica no Amazonas permaneça intacta. Esse modelo industrial limpo demonstra que é possível desenvolver a economia sem comprometer os recursos naturais, contribuindo diretamente para a mitigação das mudanças climáticas