São mais de 2.500 páginas e 34 mil artigos científicos citados no novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Tem muita informação...
A área dedicada à agricultura no Brasil triplicou entre 1985 e 2020, de acordo com análise do MapBiomas divulgada nesta 4ª feira (20/10). Nesse período, as...
A TNC Brasil apresentou neste mês um novo guia para orientar instituições financeiras para práticas mínimas e ações complementares para garantir que o crédito concedido à...
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.