“Para o ministro Alckmin, o Amazonas tem uma oportunidade relevante para expandir seu leque de receitas e empregos e contribuir com as economias que o potássio traria ao país, ou seja, ajudaria o país a reduzir suas importações e fortalecer a economia do agronegócio do Centro-Oeste.”
“É hora, pois, da mobilização regional, de apressar a frente parlamentar da Amazônia em novos formatos, apoiados pelas entidades de classe do setor produtivo de todos os estados e a respectiva opinião pública. Só assim, água, petróleo, bionegócios, potássio e outros itens minerais poderão ser gerenciados pelos atores regionais e em benefício de nossa gente. E isso é muito urgente!”
”Temos um Polo Industrial que coloca o Amazonas como o quinto maior contribuinte da Receita e produz itens da demanda nacional com alta tecnologia e preços acessíveis. Ou iremos gerar emprego na Ásia, mais ainda? E essa riqueza, em lugar de ser confiscada em 75% de sua totalidade pela União, deveria ser aplicada nos negócios que o Norte tem a oferecer ao Brasil. A lista do Norte é extensa, maior que a floresta e que a demanda do Brasil em termos de empregos, renda e oportunidades.”
E não são os nossos índios o problema. Eles próprios se dispõem a participar das iniciativas com seu precioso conhecimento da Amazônia. Podemos entrar com a tecnologia e eles com o conhecimento da harmonização florestal. Afinal eles tem 15.000 anos de relacionamento inteligente e sustentável com a natureza. E quando falo na primeira do plural estou falando em nome de pessoas próximas que topam os projetos de diversificação. Ou seja, nós temos propostas, elas não são novas, são insistentes mas não dependem apenas da nossa percepção e boa vontade. Como diz o empresário Denis Minev, é preciso que o Brasil se comprometa com a nova economia que se organiza pelo interior da Amazônia.
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.