O Brasil encontra-se diante de uma encruzilhada moral, ambiental e civilizatória. Escolher explorar petróleo na foz do Amazonas em nome de uma suposta “segurança energética” significa negar a ciência, comprometer a integridade de um dos ecossistemas mais sensíveis do planeta e perpetuar um modelo de desenvolvimento que já provou ser insustentável.
Contando com pesquisadores brasileiros, mais um importante estudo foi divulgado, agora pelo prestigiado periódico científico Nature, alertando para o alto grau de risco iminente de colapso ambiental da Amazônia, com riscos de crises hídricas e transformação do ecossistema em savana, até o ano 2050.
O relatório apresentado na COP28 narra um cenário extremamente preocupante destacando a existência de vários "pontos de não retorno" e apelando a a necessidade crítica de ações imediatas para evitar catástrofes ambientais.
Estudo recentemente publicado na Nature, indica que os ecossistemas como a Amazônia são mais frágeis do que a ciência esperava e um colapso é cada vez mais possível. Tendo o potencial de alterar drasticamente as condições ambientais, afetando a disponibilidade de água, a agricultura e a sobrevivência da população
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.