Uma mulher dedicada ao interesse público, muito qualificada e atenta aos desafios da Amazônia: Ana Maria Oliveira de Souza, economista que atua na Superintendência da Zona Franca de Manaus, no espinhoso desafio de administrar os incentivos fiscais em prol do desenvolvimento. Pois bem, esta destacada personalidade foi escolhida pelo novo ministério da Indústria e Comercio, como alguém que, reconhecidamente, conhece a autarquia como poucos e reúne as condições de gestão da Superintendência. Confira a entrevista.
Amazônia
Da nossa parte, devemos fazer o nosso dever de casa, elaborando alternativas que possam ter sucesso nas discussões que serão mantidas durante os debates...
Na Amazônia, um fim de mundo sem fim florestal, a melhor maneira de combater a marginalidade, a exclusão e o crime organizado, não há dúvida, é oferecer legalmente alternativas de emprego e renda para a população. Ou existiria outra forma mais a curto prazo de reduzir as inaceitáveis diferenças entre o Norte e o Sul do Brasil? A esfinge nos ajuda a decifrar a Suframa
O objetivo do evento foi debater assuntos relacionados às políticas econômicas vinculadas à Zona Franca de Manaus, com ênfase nas pautas que colocam em risco os investimentos e empregos no Amazonas
Isso vai fortalecer e adensar cadeias produtivas e de conhecimento que vão facilitar novas soluções para antigos impasses. Vamos seguir lutando, enfrentando, sempre na perspectiva de vencermos juntos cada etapa na concretização de nossos sonhos comuns, a Amazônia, o Brasil e nossa gente.
O mundo viu o Brasil estarrecido com mais um episódio dramático da brasilidade, dessa vez em plena Amazônia. Precisamos rechaçar este modelo de governança da floresta e de nossa gente que nela vive, e repudiar o abandono de crianças e idosos da nação ianomâmi, vítimas da exploração criminosa do garimpo ilegal em suas terras. A pobreza - como sequela da desassistência - levou à morte centenas de crianças e de adultos, vítimas de doenças trazidas pelos não-indígenas e pelo mercúrio da contaminação mortal das águas. Temos que ouvir o grito dos inocentes e meditar intensamente sobre essa infâmia.