O animal era monitorado por pesquisadores, que o encontraram morto com mais de 50 perfurações de chumbos de espingarda próximo da rodovia SP-250. É a quinta onça assassinada na região
A chegada dos meses mais secos na Amazônia, de agosto a outubro, traz um roteiro previsível para a química Luciana Gatti, pesquisadora do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). É quando a floresta, depois de desmatada, é queimada e, como consequência, despeja na atmosfera toneladas de gases de efeito estufa.
De acordo com Teresa Rossi, coordenadora de Projetos do Instituto, o Escolhas reconhece as concessões florestais como uma política pública fundamental para a conservação da Amazônia e para o impulsionamento da bioeconomia. Por isso, tem analisado estratégias de diversificação das atividades sustentáveis permitidas nessas áreas, buscando levá-las além do manejo madeireiro, como é o caso dos créditos de carbono.
“Fomos nós que fizemos tudo para sermos esquecidos apesar desta cara de pidão, ou de frustração, que permanece em cada um de nós, patologicamente alcançados pela síndrome do vira-lata”.
A história dos pioneiros amazônicos talvez ensine exatamente isso: desenvolvimento regional nunca foi resultado de fórmulas prontas. Sempre foi fruto de adaptação, coragem e compreensão profunda da realidade amazônica.