As práticas nacionais que estão em curso não podem produzir riqueza sem antes desflorestar, o antônimo de proteger. A Amazônia só tem produzido valor econômico expressivo através de sua diminuição.
Quantidade de CO2 lançado na atmosfera nas últimas décadas pela prática da grilagem equivale a cinco anos das emissões nacionais de gases causadores do efeito estufa
Às pressas, Projeto de Lei foi aprovado em dois turnos e com emendas na Assembleia Legislativa e vai agora para sanção do governador, Marcos Rocha, o próprio autor da proposta
Iniciativa vai contemplar, até o fim deste ano, 61,4 hectares de áreas particulares. Benefícios da recuperação de áreas de pastagens pouco utilizadas são maiores do que a sua não utilização, diz a coordenadora executiva do projeto Gabriela Viana.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.