Mesmo a extensão territorial da Mata Atlântica ser muito reduzida hoje em dia, os pesquisadores encontraram novas espécies de pitanga e de cereja com risco de extinção no litoral do estado do Rio de Janeiro.
Pesquisadores do Projeto Mantis realizaram uma expedição que durou 2 meses onde encontraram 4 novas espécies
Leo Lanna e Lvcas Fiat são pesquisadores do Projeto...
Segundo o periódico Nature, Ecology and Evolution, 10 países concentram 70% do potencial de descoberta de espécies. O Brasil tem 10% das que ainda não foram descritas.
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.