“A COP 28, realizada em Dubai, destacou um conjunto de urgências das ações econômicas, sociais e ambientais para enfrentar os desafios da mudança climática. A condenação dos combustíveis fósseis emergiu como uma prioridade, sobretudo dos países do chamado Sul global. E como solução imediata se impôs a necessidade urgente de recuperar as florestas com novos ciclos e ciclovias em nome da vida”.
A COP28 em Dubai abordou temas como financiamento climático, eliminação de combustíveis fósseis e sistemas alimentares sustentáveis, com destaque para a implementação do Código Florestal no Brasil e discussões sobre o mercado de carbono, terminando com avanços limitados e declarações não vinculantes.
Novo relatório científico revela que em decorrência do recorde extremamente preocupante de temperatura, a região do Ártico vem sofrendo com crescente 'verdeamento' de sua paisagem, perda de gelo marinho e impactos significativos nas cadeias ecológicas
A ministra do Meio Ambiente oficializou que em 2025 a Amazônia sediará a COP30 - que tem sido considerada a cúpula global mais importante da história. Marina também destacou a esperança que nessa COP ainda se defina as medidas suficientes para segurar o aquecimento global em até 1,5º.
A pesquisa recente aponta que o derretimento de hidratos de metano, nas profundezas oceânicas, pode acelerar drasticamente o aquecimento global, ampliando os desafios ambientais enfrentados.
Com apoio habitual de diversos órgãos de apoio à ciência (*), o INCT-ADAPTA(*), sob coordenação de Adalberto Luís Val, do INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, concluíram mais uma etapa do levantamento de espécies aquáticas da Amazônia submetidas a temperaturas extremas da recente seca histórica. Foram 15 dias divididos em duas etapas de coleta nas águas escuras do Rio Negro, e nas águas claras do Rio Solimões, ambos submetidos a temperaturas recordes na região. A expedição científica ocorreu na segunda metade do mês de novembro, quando a região já deveria estar no ciclo chuvoso.
Para o pesquisador Adalberto Val, é mandatória uma coalizão mundial. Um aumento de 2°C será um desafio biológico sem precedentes para a Amazônia. Ele cita o IPCC: "… o mundo bateu um marco bastante preocupante no cenário climático: pela 1ª vez, o aumento da média global de temperatura ultrapassou os 2ºC e temos que reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% até 2030 … para limitar o aumento de temperatura a 1,5ºC … e evitar catástrofes climáticas."
Confira a entrevista que Adalberto Val, um dos mais importantes cientistas brasileiros deu com exclusividade ao portal BrasilAmazôniaAgora.
A importância ecológica das borboletas na Amazônia envolve polinização, cadeia alimentar e monitoramento ambiental, essenciais para o equilíbrio da floresta.