“A situação em que nos encontramos é um atoleiro secular, de uma enorme briga de quem não está na região Amazônica, falando sobre algo que não conhece e construindo florestas de desinformação. Quem termina de fato pagando a conta do presente é quem optou por viver, explorar, ser explorado e morrer na região, salvo os alvos de sempre: as elites econômicas que encontraram brechas em um emaranhado de regras, com suas condutas nem sempre admiráveis, apesar de não faltar os admiráveis que dificilmente são reconhecidos ou demonstrados para espelhamento.”
Para Marina Oliveira, moradora da região e coordenadora de Projetos para as comunidades atingidas pelo crime da Vale em Brumadinho pela Arquidiocese de Belo Horizonte, a centralidade das tratativas está na empresa, enquanto deveria ser com foco nos moradores locais, principalmente aos atingidos, que precisam ter suas necessidades ouvidas e atendidas.