Trata-se de uma presença e trajetória que se confundem com as raízes da indústria e do desenvolvimento amazonense, desde épocas anteriores ao atual Programa Zona Franca de Manaus. Uma de suas grandes contribuições foi o círculo da juta e da Malva como alternativas eficientes e de substituição do ciclo da borracha na geração de empregos e renda pelo beirarão amazônico.
O diferencial entre o pioneirismo amazônico e os investidores que se instalam eventualmente na região, é precisamente o fato de empreender na floresta e com ela imediatamente se comprometer. Um legítimo pioneiro da Amazônia é aquele que relaciona a economia regional com a proteção florestal. Isso se transformou numa cultura de gestão coerente e competente da Amazônia por parte dos pioneiros que aqui se instalaram e inauguraram um padrão único e decisivo que nos conferiu nossa identidade fabril intimamente plugada na proteção ambiental.
Como disse uma vez Samuel Benchimol: "…o futuro da Amazônia passa por uma nova relação entre desenvolvimento e meio ambiente, permeada por um conceito e prática da sustentabilidade que deve ser socialmente justo, economicamente viável, politicamente correto e ambientalmente equilibrado”
“Trabalhando juntos e precisando acertar, vimos que o caminho da Solidariedade, nos sentidos literais e da objetividade premente, era o único, entre os possíveis,...
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas