Contrariando a percepção comum de que a Amazônia ou a floresta tropical do Congo seriam as maiores florestas do mundo, a taiga euro-asiática, também...
O Painel Científico para a Amazônia (SPA) apresentou nesta 3ª feira (21/9) o resumo executivo de seu relatório sobre o estado da arte da ciência ambiental...
O Instituto Clima e Sociedade (iCS) divulgou dados de uma pesquisa de opinião sobre a maior floresta tropical do planeta. De acordo com o levantamento, 85%...
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.