'A ministra enfatizou também a necessidade de uma "Avaliação Ambiental Estratégica" (AAE) para o licenciamento da BR-319. Esta avaliação considera não apenas os impactos diretos da obra, mas também os efeitos mais amplos sobre a região amazônica. "Você não vai fazer a licença olhando só o empreendimento. Tem que ver toda a área de abrangência: como isso vai repercutir nas terras indígenas, em desmatamento", afirmou a ministra. Estamos de pleno acordo sobre a importância de sofisticar o controle numa área de pelo menos 30 a 50 quilômetros de cada lado, para monitorar o surgimento de estradas vicinais e outros fatores.'
O Plano para Prevenção de Desastres Climáticos, liderado por Marina Silva visa aumentar a resiliência de municípios vulneráveis, implementar um novo regime jurídico e garantir financiamento, enquanto lida com os impactos sociais dos eventos climáticos extremos e a necessidade de adaptação das políticas fiscais.
O avanço de projetos no Congresso que afrouxam leis de proteção ambiental ocorre em meio a pressões do agronegócio e críticas de que o governo cede mais do que deveria à bancada ruralista em troca de apoio.
Em 2024, o Brasil enfrenta um alarmante aumento de 81% em incêndios florestais, atingindo especialmente Amazônia e Cerrado, agravados por uma das secas mais intensas provocadas por mudanças climáticas e El Niño, enquanto confronta desafios políticos e greves em órgãos ambientais.
A agência de classificação de risco Moody's elevou a perspectiva de crédito do Brasil de estável para positiva, refletindo as avaliações internacionais de melhorias nas políticas econômicas e uma potencial recuperação do grau de investimento, enquanto o governo reafirma compromisso com a sustentabilidade fiscal e ambiental
Dados de 2023 do Global Forest Watch mostram uma redução na perda de floresta primária no Brasil e na Colômbia relacionados a políticas públicas mais eficazes, mesmo com o Cerrado e o Pantanal enfrentam aumento no desmatamento, e o Canadá registra a pior temporada de incêndios de sua história.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas