Certamente o Brasil poderá absorver esta situação, vez que o Amazonas tem apenas 2% da população do país e um PIB de apenas 1,4%; é razoável considerar que estes números não podem de fato ser decisivos na política econômica nacional segundo a orientação que se observa vinda de Brasília.
Percebendo ou sentindo este erro histórico, Carauari, na calha do Rio Purus, criou o seu plano originado entre os seus amazônidas ouvidos entre eles próprios, sem Brasília e sem os planejadores dos recorrentes novos planos, e está ministrando com isto uma aula de como se faz para encontrar o caminho para desenvolver a Amazônia interiorana.
Há 118 anos, Euclides da Cunha teve o desejo de mostrar os aspectos físicos e as riquezas essenciais da exuberante região.na calha do Purus, em “A Margem da História”, e escreveu sobre a situação de então do Amazonas: "Além disso, se as nações estrangeiras mandam cientistas ao Brasil, que absurdo haverá no encarregar-se de idêntico objetivo um brasileiro?".
As recentes ações da Suframa, também através da articulação com outras instituições, prefeitos e governadores da região, na execução de planos de trabalho desenvolvidos no início da gestão de Polsin há pouco mais de um ano, mostram um caminho exitoso e alinhado com o DL 288. São ações com foco no Distrito Agropecuário, Biotecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento, Mineração Sustentável, divulgação da ZFM, uso de recursos regionais e logística, entre outros. Os resultados esperados devem despertar mais cobiça política com o cargo, também uma forma de ciúme.
Com a maior rede hidrográfica do planeta e uma biodiversidade aquática extraordinária, o país está no centro desse debate. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios conhecidos: saneamento insuficiente, poluição por mineração, expansão agrícola e impactos das mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, já apresenta sinais de contaminação por plásticos e outros poluentes, evidenciando que nem mesmo regiões consideradas remotas estão imunes