O Brasil real está bem distante do apresentado por Jair Bolsonaro (sem partido) em seu discurso de abertura na 76ª Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta terça (21).
Apesar de o país ter uma legislação ambiental rigorosa, as políticas da gestão atual para o clima vão de mal a pior.
Um novo método de mapeamento baseado em dados de mais de 45 anos pode ajudar a identificar o que está causando o desmatamento tropical e onde as florestas são mais vulneráveis à degradação e incêndios futuros.
A bem da verdade, nenhuma das 20 maiores economias do mundo conseguiu apresentar compromissos climáticos efetivamente alinhados ao objetivo de 1,5°C do Acordo de Paris.
Mais preocupado em atacar as instituições democráticas, o presidente Jair Bolsonaro não se deu ao trabalho de participar de uma conferência de líderes da América do Sul para debater a crise climática. O Brasil foi representado pelo ministro do meio ambiente Joaquim Álvaro Pereira Leite.
Um aspecto fundamental ressaltado pelo relatório do IPCC é a necessidade de uma abordagem de governança das questões climáticas de longo prazo e orientada às gerações futuras. Isso porque, mesmo se as emissões parassem em meados do século e o aquecimento global cessasse, outras mudanças continuarão a acontecer
Famílias fazem mutirão para pagar custo de perfuração de poços para alcançar a água no bioma que era conhecido pela fartura hídrica. Nos rios secos, carcaças de jacarés aparecem ao lado das poças que sobraram