Os líderes da Amazônia desta geração precisam assumir papeis de liderança na preservação responsável do meio ambiente, integrando redes locais, nacionais e globais de pesquisa, desenvolvendo indústrias nacionais de alta tecnologia que respeitem e usem os conhecimentos tradicionais, encontrando meios de gerar riqueza para o autofinanciamento e a transformação da Amazônia. Sem esta trajetória, seguiremos a girar em círculos, entre épocas de inação e outras de destruição.
Ao mesmo tempo em que alegou defender a Zona Franca de Manaus, Bolsonaro exaltou a exploração mineral como uma alternativa ao modelo. “Ninguém tem o que vocês tem. Vocês tem tudo para ser o estado mais próspero do nosso Brasil. Deus nos deu riquezas minerais, biodiversidade, água em abundância e terras agricultáveis”, afirmou o mandatário.
O nível de prosperidade do comércio está atrelado ao parceiro do momento, e o sucesso ou insucesso da ZFM afetará primeiro e diretamente o comércio, principal beneficiário do Polo Industrial de Manaus. Daí a necessidade do entendimento de que a política do governo federal para com a ZFM, através do assunto da redução IPI, por exemplo, e de outros quaisquer que interfiram na normalidade industrial, no âmbito privado, deva ser objeto primeiro das entidades comerciais, já que a indústria não fará qualquer cerimônia para se mudar de Manaus caso os números não a convenham; qualquer Malásia pode ser seu novo endereço.
Para o professor, que é engenheiro civil, o modelo Zona Franca “não pode ser eterno, tem que ser um modelo com data finita”. E sanar essas deficiências é primordial para acabar com a dependência de decisões que vêm de fora do estado.