A ministra Simone Tebet precisará também ser convidada a conhecer a Zona Franca de Manaus para então mudar de ideia e silenciar seus canhões que pretendem que o Amazonas vire geleia, como desejava o comandante na canção de Geni.
Industrializar o país e colocar os serviços novamente na pauta de exportações, desde a construção civil até o software. Esta rota transformadora é fácil de falar e difícil de fazer. Outra oportunidade ainda mais desafiante será a de explorar sustentavelmente a biodiversidade, que é um dos caminhos para a construção do futuro próspero na Amazônia.
E nós não podemos ficar de braços cruzados para conferir se, dessa vez, vamos figurar pra valer no sumário dos programas prioritários da República. Ou não será preciso espernear que o fim da Zona Franca de Manaus será uma crise humanitária de graves proporções, envolvendo todas as tribos e populações originárias e operárias da Amazônia?
“Há 50 anos, nossos precursores sempre encaravam como um desafio espinhoso e, ao mesmo tempo, delicioso empreender na Amazônia. Aprendemos com eles, a assimilar as lições de viver aqui, ajustar a cultura do empreendedorismo para ajudar a reduzir as acirradas diferenças entre o Norte e o Sul do Brasil, respirar a atmosfera florestal envolvente e transpirar sentimentos comprometidos com sua proteção.”
A compreensão do programa ZFM , seus meandros e paradoxos, não é algo muito palatável de digerir. E para defendê-la, é preciso, ainda, muito debate e mais estudos. São 56 anos de resistência e insistência para sobreviver às incompreensões, desinformação e maledicências. Nessa entrevista, o deputado Saullo Vianna, marinheiro de primeira viagem no parlamento federal, mostra que, em pouco tempo, já compôs sua narrativa de luta. E o que é mais instigante, está navegando em pleno agito de uma reforma fiscal, um sonho de simplificação tributária do contribuinte brasileiro e um pesadelo para a economia da Zona Franca de Manaus. Vamos conferir a prosa.
De acordo com o compromisso de campanha de comprometimento com o desenvolvimento sustentável, novo decreto estabeleceu isenção fiscais para semicondutores incluindo no programa as placas fotovoltaicas para geração de energia solar