Arquivamento se deu pela impossibilidade de se determinar autor do crime. Na mesma decisão, justiça reconheceu a competência federal para decidir a questão.
Dados do Inpe mostram que bioma teve o maior número de focos de calor já registrado para o mês em mais de 20 anos. Amazônia também apresenta alta de 61% nos incêndios em comparação com 2019.
Há três dias, bombeiros, brigadistas, voluntários e servidores do parque estadual tentam controlar a situação e apagar as labaredas que se propagam pela vegetação seca.
As notícias mostram imagens da Amazônia em meio à fumaça que pode ser vista do espaço, mapas com inúmeros pontos de fogo, de uma população desesperada, de incêndios em árvores e florestas e figuras com diferentes fontes e interpretações.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.