A recente investigação da Polícia Federal trouxe à tona a atuação de uma rede ilegal de espionagem na Abin "Paralela", durante o governo de Jair Bolsonaro. Entre os alvos monitorados estava o servidor do Ibama, Hugo Ferreira Netto Loss, conhecido por suas ações de combate ao garimpo e ao desmatamento na Amazônia.
Na Colômbia, dissidentes da FARC usam o desmatamento da Amazônia como tática de negociação em conflitos com o governo, exacerbando a crise ambiental enquanto o país se prepara para sediar a COP16 da biodiversidade.
A Polícia Federal, em colaboração com órgãos ambientais, intensifica o combate ao garimpo ilegal no Amapá, destruindo equipamentos avaliados em milhões e protegendo áreas críticas como o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e a Terra Indígena Waiãpi.
Um estudo do Instituto Igarapé revela que o crime organizado transformou a Amazônia num epicentro para a lavagem de dinheiro proveniente de crimes ambientais, com um complexo ciclo de cinco etapas que desafia as estratégias de combate tradicionais.
Depois de operação do Governo Federal para expulsar garimpeiros de terras Yanomamis, o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque enfrenta uma invasão crescente desses trabalhadores ilegais, provocando desmatamento e contaminação dos rios locais com mercúrio, ameaçando a saúde pública e a rica biodiversidade da região, incluindo espécies raras e comunidades indígenas.
Pesquisadores da Fiocruz descobrem contaminação alarmante por mercúrio em indígenas Munduruku, afetados pelo garimpo ilegal no Pará, enquanto o Exército considera reforço para combater a prática e o desmatamento na Amazônia.
Entre a preservação contemplativa e os modelos industriais importados, o Amazonas começa a perceber que seu verdadeiro desafio histórico talvez seja outro: construir uma economia sofisticada, territorialmente enraizada e capaz de transformar floresta, ciência, engenharia e indústria numa mesma linguagem de desenvolvimento.