Ficamos, portanto, diante de um dilema crucial. Poderíamos invocar o argumento de que seria lícito manejar 20% da floresta, e reivindicar esta parcela de remoção dos estoques naturais que o Código Florestal, teoricamente, autorizaria. Certamente, não será desmatando muito menos queimando. O Amazonas, sob a batuta do próprio Niro Higuchi, liderou a mobilização de 32 das melhores universidades estrangeiras, sob patrocínio do governo Japonês, para entender como se dá a dinâmica do carbono no bioma amazônico. E com isso, entre outras descobertas e avanços, criou tecnologia de MFS, Manejo Florestal Sustentável para gerar emprego, renda e fortalecer a saúde floresta.
Dois cientistas que trabalham permanentemente com a questão das mudanças climáticas a partir da Amazônia, Niro Higuchi, do INPA e
Luciana Gatti, do INPE, se manifestaram sobre a dramaticidade do Relatório do IPCC, e da dificuldade da floresta amazônica, sob queimadas
e desmatamento, cumprir seu papel de redução dos distúrbios das mudanças climáticas. Acompanhe.
A seca extrema provocada pelo El Niño de 2015 e 2016, associada às queimadas florestais na Amazônia, causaram a morte de cerca de 2,5 bilhões de árvores e emitiram 495 milhões de toneladas de gás carbônico para a atmosfera, em uma área que representa apenas 1% por cento de toda a floresta amazônica brasileira. Isso significa que a floresta, cuja função vital é fixar o carbono nas plantas, quando perturbada pela degradação e pelo fogo, pode ser uma das maiores fontes de emissão de gases de efeito estufa do planeta.
Com o fim dos 90 dias de afastamento determinados pelo STF, Bim e outros seis nomes investigados por suposto envolvimento em esquema de contrabando de madeira voltam aos seus cargos