A produção de commodities — como a carne bovina, soja ou milho — tem sido apontada como uma das maiores responsáveis pela devastação ambiental e pelas mudanças climáticas. Mundialmente, estima-se que 40% da perda total de habitat decorra da produção desses itens.
Entenda como a expansão da fronteira agrícola foi capaz de alterar o regime das chuvas e com isso prejudicando uma dos patrimônios turísticos do Brasil que é a cidade de Bonito, no interior do Mato Grosso de Sul.
A relação entre comércio internacional e desmatamento foi formalmente reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), informa o Valor. Em seu Relatório do Comércio Mundial...
Somos todos Amazônia, muito antes de Cabral, Carvajal e o escambau, dela sabemos cuidar!DEMARCAÇÃO JÁ!!!
“Deixa o índio lá! Tá?”
Alfredo Lopes e Adalberto Val________________...
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.