O investimento logístico não foi altruísmo imperial — foi uma demonstração clara de como infraestrutura bem pensada gera multiplicação de rentabilidade, integração territorial e domínio estratégico. O lucro britânico, estimado em múltiplos daquele valor, é prova cabal de que logística não é custo: é ativo soberano e multiplicador de riqueza.
A Amazônia está habituada a sobreviver. Sobrevive ao abandono cíclico da política nacional, às falsas promessas de integração, às ondas de desinformação e às tentativas sucessivas de deslegitimar seu modelo econômico-industrial baseado na floresta em pé. Mas agora o que se anuncia é mais grave: um míssil tarifário disparado do coração da geopolítica global contra o Brasil, e com impacto direto e destrutivo sobre a Zona Franca de Manaus.
Editorial-BAA
A sessão da Comissão de Meio Ambiente do Senado nesta semana transformou-se em um triste retrato da brutalidade política que insiste em sobreviver no...
A economia da floresta em pé é, por definição, uma economia de prazo longo. Ela exige investimento contínuo, qualificação, logística estável, pesquisa, financiamento paciente e, sobretudo, capacidade de fazer a prosperidade chegar aos rios, às estradas e aos municípios distantes — onde o custo de produzir legalmente ainda é alto demais para muita gente.