No documento Amazônia do Futuro foi detalhadamente desenhado este caminho e configuração protagonista, apontando a necessidade de uma mobilização interinstitucional para debelar aquilo que o economista americano Jeffrey Sachs chama de “a doença global da desigualdade”.
Com a presença de milionários globais com iniciativas de viagens interplanetárias para romper a rotina terrestre, empresas como a Tesla e a Amazon foram procuradas para “descobrir” ou “salvar” a Amazônia. E como? Elas ajudariam, com certeza, a alavancar mais empregos e oportunidades, sobretudo para elas, é claro! Mesmo assim. No médio e longo prazo, não seriam capazes de substituir a pujança, a diversidade e a responsabilidade regional e ambiental do programa Zona Franca de Manaus.
“Este seria o maior presente à Nação, na festa dos 200 anos de sua Independência, do respeito à economia do Amazonas e da proteção da Amazônia que estamos celebrando neste 5 de Setembro, em nome da sustentabilidade e da prosperidade da região e do Brasil”.
“Cada R$1 que a União poderia recolher no Polo Industrial de Manaus, R$1,4 é repassado pela ZFM ao contribuinte diretamente, com produtos de primeira e mais em conta, segundo estudos demonstrativos da Fundação Getúlio Vargas. E com Nota Fiscal de garantias.”
“Além de ser favorável à manutenção da floresta em pé, por seus reconhecidos e essenciais serviços ambientais, o que mais poderemos fazer para a proteger a floresta e trabalhar para que a monetização desses serviços, chamados de créditos de carbono, seja aplicada na região, favorecendo, principalmente, seus guardiões, os maiores responsáveis pela saúde ambiental - ora ameaçada - desta região.”
Entre tarifas, tecnologia e soberania digital, Brasil e Estados Unidos atravessam uma nova fase de tensões. Na Amazônia, onde a experiência ensina que sobreviver nem sempre é resistir frontalmente, a lição parece apontar para outro caminho: firmeza estratégica, prudência e capacidade de diálogo