“Qual a rota de saída? Começará pela decisão de transformar a região por meio da sustentabilidade. Por meio do respeito e do desenvolvimento de sua própria sociedade. Com lideranças locais. Com executores locais. Com a ajuda do mundo – abertos para a globalização que se reinventa nesta época de trabalho remoto. Poderíamos ter um esforço concentrado e internacional pelo desenvolvimento sustentável da região. A COP26 chegará em alguns dias. Temos esta oportunidade.”
A “reciclagem” mais recente é a promessa de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia ainda nesta década. Essa ação tinha sido sugerida na primeira NDC brasileira para o Acordo de Paris, em 2015, como uma das maneiras para viabilizar o corte de 37% nas emissões do país até 2025. No entanto, a nova versão da NDC brasileira, apresentada no final do ano passado, não a incorporou.
Retorno ao investidor viria da comercialização de serviços ambientais, ainda sem consolidação no Brasil. Para especialistas, governo quer apenas ter algo para apresentar na COP
A confederação reitera o compromisso do setor com a redução das emissões por meio da adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e boas práticas agrícolas.
O atual cenário global de destruição das florestas tropicais e mudanças no clima tem levado as sociedades a pensar com urgência em novos caminhos de desenvolvimento que contemplem a proteção da biodiversidade e as demandas sociais. A Amazônia aparece com destaque nessa discussão. A região abriga as maiores diversidades biológicas e culturais do mundo, responsáveis por garantir serviços ecossistêmicos fundamentais para o bem estar da humanidade, incluindo a regulação do clima e do regime de chuvas.
O documento é um alerta a Bolsonaro, que recuou em sediar Conferência da ONU sobre o clima, a COP 25, em 2019. Em novembro, a COP26 será realizada em Glasgow, na Escócia.