Obra será dividida em dez fascículos digitais mensais, publicados entre julho de 2021 e abril de 2022, retratando seis décadas de atuação da primeira...
“Peter Drucker dizia que 'a melhor forma de prever o futuro é criá-lo' e que 'o plano de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro das decisões presentes'. Assim, é necessário que se estabeleça um processo de planejamento de longo prazo para tratar as nossas questões estruturais, articulado com um conjunto de políticas econômicas que cuidam dos problemas conjunturais.”
O estudo foi feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, e da Smithsonian Institution, dos Estados Unidos.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.