Dois cientistas que trabalham permanentemente com a questão das mudanças climáticas a partir da Amazônia, Niro Higuchi, do INPA e
Luciana Gatti, do INPE, se manifestaram sobre a dramaticidade do Relatório do IPCC, e da dificuldade da floresta amazônica, sob queimadas
e desmatamento, cumprir seu papel de redução dos distúrbios das mudanças climáticas. Acompanhe.
A seca extrema provocada pelo El Niño de 2015 e 2016, associada às queimadas florestais na Amazônia, causaram a morte de cerca de 2,5 bilhões de árvores e emitiram 495 milhões de toneladas de gás carbônico para a atmosfera, em uma área que representa apenas 1% por cento de toda a floresta amazônica brasileira. Isso significa que a floresta, cuja função vital é fixar o carbono nas plantas, quando perturbada pela degradação e pelo fogo, pode ser uma das maiores fontes de emissão de gases de efeito estufa do planeta.
Estudo conduzido por pesquisadores brasileiros em Atol das Rocas mostra que se nível de emissões de CO2 for mantido como está, ecossistemas entrarão em colapso