De tempestades de areia em SP a neve no RS, eventos climáticos extremos também marcaram o ano no Brasil. País não está preparado para nova realidade, diz especialista
Dois mil e vinte e um foi um ano no qual todas as previsões dos cientistas sobre os impactos do aquecimento global desfilaram num compacto aterrorizante diante dos olhos da humanidade. Num intervalo de poucos meses, vimos seca extrema no Brasil, incêndios no Mediterrâneo, calor de 50 graus no Canadá, um ano de chuva caindo em uma semana na China e enchentes devastadoras na porção mais rica do mundo. A cidade de Madri teve em janeiro sua maior nevasca e em agosto sua maior temperatura já medida. E isso porque foi ano de La Niña, quando em tese o planeta inteiro resfria.
Exposição Fruturos - Tempos Amazônicos propõe novas descobertas na relação entre a floresta e o clima, mas chama a atenção para a urgência da sua conservação.