A mensagem é inequívoca: da manutenção da floresta amazônica depende a viabilidade da sociedade brasileira. Somos existencialmente dependentes da floresta, como sociedade e, em última instância, como espécie.
Reações ao estudo publicado na revista Science, mostrando a ilegalidade na agropecuária brasileira, confirmam as “maçãs podres” do agronegócio mencionadas no título do estudo. Parte do setor prefere atirar no mensageiro ao invés de acolher os fatos e buscar soluções pautadas na ciência e no diálogo construtivo.
O agronegócio precisa se comunicar cada vez mais com a sociedade brasileira para mostrar a realidade do setor e sua importância para a segurança alimentar do país, segundo o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges. Para tratar do tema, a Abraleite promoveu, em parceria com a Embrapa, um debate online com a participação de representantes de algumas das principais instituições da cadeia produtiva.
Para transformar nosso potencial comparativo em vantagens competitivas, fortalecendo experiências exitosas e aperfeiçoando os mecanismos existentes, precisamos remover as barreiras nos setores público e privado que reduzem a nossa capacidade de competir nos mercados interno e externo.
Cientista renomado Carlos Nobre deu entrevista para falar dos riscos de aparecimento de um novo patógeno a partir da pressão humana sobre a floresta amazônica.
Desmatamentos, vulnerabilidade de povos indígenas, possibilidade de aparecimento de novas doenças, urbanização precária: cenário, que se degradava rapidamente com governo Bolsonaro, piorou na pandemia. Mas é possível transformá-lo.