O pensamento da indústria de Manaus sobre o plano de rotas continentais de integração da Amazônia é de otimismo cauteloso. As novas rotas prometem ampliar as opções logísticas e integrar o Amazonas ao mercado sul-americano e global. No entanto, a indústria exige que essas iniciativas sejam acompanhadas de um plano mais detalhado e adaptado à realidade amazônica, garantindo que os erros do passado não sejam repetidos
“A Amazônia, com seu vasto potencial econômico e estratégico, merece uma atenção que vai além de soluções setoriais; é necessário superar os gargalos logísticos...
A Amazônia, com sua vasta e intrincada rede de rios, sempre representou um desafio logístico para a indústria e o comércio regional. Com uma dependência total de balsas e navios, as vazantes extremas dos rios trazem enormes prejuízos. Em 2023, uma severa vazante expôs essa fragilidade logística, gerando perdas de até R$1,4 bilhão. No entanto, em meio à crise, emergiu uma parceria inovadora entre o Porto Chibatão, liderado por Jhony Fidellis, e o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), representado por Augusto Rocha, professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e líder da Comissão de Logística.
No contexto do Polo Industrial de Manaus, cabe à Comissão ESG do CIEAM garantir que essas políticas se traduzam em mudanças concretas e duradouras. A ação proativa e o comprometimento contínuo são essenciais para evitar que o discurso pró-equidade caia em descrédito, fortalecendo o papel das empresas da região como protagonistas na agenda de sustentabilidade e inclusão social
“A ideia da festa não virou fumaça, e as águas vão voltar a rolar. Contra toda a desesperança, e acima de tudo, reflitamos sobre o papel de cada um de nós na construção de uma Amazônia que seja sinônimo de vida, sustentabilidade prosperidade solidária, que não deixa ninguém de fora do mutirão, nem abre mão do protagonismo em comum.”