Indústria de Defesa: Uma nova fronteira para o PIM

Em poucos anos parte do faturamento do PIM será associada à Indústria de Defesa e Segurança. Mais que isso, o Condefesa Amazônia pode avançar para aspectos intangíveis. A colaboração militar para a economia vai além das licitações e certificações. Inúmeros métodos de gestão têm origens nas aplicações militares, como 6 sigma, matriz de Eisenhower e Teoria dos Jogos. E o principal recurso, aquele que não se calcula, em Manaus o Exército cultiva na escola que pode estar entre as melhores do mundo. Este recurso indo ao PIM, poderemos dizer que o Vale do Silício é aqui

Quais os maiores eventos da economia amazonense nas últimas três décadas? Arrisco resposta: O estabelecimento dos três portos privados, a vinda das duas gigantes coreanas de eletrônicos, o gasoduto e a verticalização no setor de Duas Rodas. Em quais áreas podemos repetir esses sucessos? Vejo três: A Bioeconomia, o Plano Amazonense de Logística de Transportes (PALT) e o Comitê da Indústria de Defesa da Amazônia (Condefesa). 

A Bioeconomia parece não atentar para os fatores institucionais e de produção. O PALT ainda não tem recebido a merecida atenção dos líderes governamentais. O Condefesa Amazônia se mostra então como o mais imediato. Há referência e estruturas prontas. E proatividade dos principais atores.

A oportunidade vem da Estratégia Nacional de Defesa, enunciada pelo Decreto 6.703/08, e do programa Complexo Industrial de Defesa, sob liderança a iniciativa nos âmbitos nacional e local.

A iniciativa é auspiciosa pelos precedentes históricos e a realidade atual do PIM em suas virtudes e lacunas. Os precedentes remetem a extraordinários progressos sociais ocasionados pela disseminação de produtos e serviços inicialmente pensados para fins militares. Internet, processadores e equipamentos de proteção individual, estes hoje usados mais largamente em situações de proteção e resgate, como combate a incêndios, que para situações de combate. Pela demanda militar, os EUA multiplicaram por quase 25 a produção anual de aviões de 1939 a 1945.

Estabelecido na Amazônia, o Condefesa pode ser o vetor do que há muito se espera para aproveitar as complementaridades entre os subsetores do tão diversificado PIM, e os institutos de pesquisa. Imagino, por exemplo, a demanda militar requerendo que os painéis e instrumentação digital das embarcações e motocicletas sejam projetados e produzidos no PIM. E nova força de adensamento das cadeias produtivas, ‘n’ situações em que descobre aplicações vantajosas de um material e se provê a plena produção no PIM.

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Condefesa embarcações s Amazônia

Em poucos anos parte do faturamento do PIM será associada à Indústria de Defesa e Segurança. Mais que isso, o Condefesa Amazônia pode avançar para aspectos intangíveis. A colaboração militar para a economia vai além das licitações e certificações. Inúmeros métodos de gestão têm origens nas aplicações militares, como 6 sigma, matriz de Eisenhower e Teoria dos Jogos. E o principal recurso, aquele que não se calcula, em Manaus o Exército cultiva na escola que pode estar entre as melhores do mundo. Este recurso indo ao PIM, poderemos dizer que o Vale do Silício é aqui.

Andre Ricardo Costa
André Ricardo Costa
André Ricardo Costa
Doutor pela FEA USP e professor da UFAM

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