E aqui não se trata de lobby para assegurar vantagens sem sentido. Ficaram fora os programas como o Simples, a Zona Franca de Manaus e isenção dos produtos da cesta básica e o financiamento estudantil para alunos do ensino superior. Ou seja, de fomento ao empreendedorismo, à redução das escabrosas desigualdades regionais, de suporte aos programas sociais e amparo aos estudantes de baixa renda que não tem acesso à escola pública de nível superior.
Por A mais B, os técnicos da CNI concluíram que neste cenário será inevitável reduzir o crescimento. E demonstraram que as medidas da mini-reforma vão inibir o ambiente de negócios, tão necessários para colocar o país na retomada do crescimento industrial e do desenvolvimento socioeconômico. Passar de cinco para seis meses por ano a obrigação das empresas de trabalharem para o governo, confirma a decisão, já anunciada por algumas agências federais de planejamento estratégico, de induzir o processo de desindustrialização do país. E priorizar o agronegócio? De que jeito? Aumentado-lhe a fatia de isenção? Por que penalizar a indústria, num contexto absurdo de desemprego e fome que o país atravessa?
”No caso de Manaus o que temos é, por um lado, a não conclusão as ofertas dos arranjos industriais: infraestrutura de transporte ampla e um contínuo processo de simplificação da operação industrial; e, por outro lado, um desinteresse no restante do país em relação aos resultados obtidos, em razão especialmente da notícia falsa que propagou uma percepção de que não se arrecadam impostos, o que é bem longe da verdade.”
“Nós estamos alterando o fluxo do vapor de água para o restante do país. Portanto, um dos componentes da seca no brasil central, sem dúvida nenhuma, pode ser o desmatamento na Amazônia aliado às mudanças climáticas globais”
“Os americanos precisavam de borracha para entrar na guerra e o Brasil de entrar no processo mais acelerado de industrialização. Resultado, os EUA pagaram a mobilização dos novos seringueiros, o Brasil ganhou a CSN, Companhia Siderúrgica Nacional e a Amazônia, que forneceu insumo e mão de obra, ficou a ver navios”.