O documento é um alerta a Bolsonaro, que recuou em sediar Conferência da ONU sobre o clima, a COP 25, em 2019. Em novembro, a COP26 será realizada em Glasgow, na Escócia.
E a boa notícia é que temos uma dose generosa de sugestões que as entidades da indústria, especialistas locais e nacionais em economia e desenvolvimento regional, com suporte acadêmico da Fundação Getúlio Vargas, estão chamando de Amazônia do Futuro.
Precisamos repensar o conceito de Amazônia Legal. Isso não implica em ruptura do pacto federativo. Significa sobretudo assegurar o objeto de nosso compromisso sagrado. A economia do centro-oeste, um suporte poderoso de nossa balança comercial, já disse a ministra da Agricultura, não pode avançar sua fronteira pecuária em cima da floresta.
“E só assim, oferecendo emprego e condições dignas de trabalho, poderemos avançar na economia da Amazônia do Futuro – as bases já estão fincadas – buscando na biodiversidade as soluções farmacológicas, nutricionais e dermocosméticas demandadas pela humanidade.”
José Walter Bautista Vidal, um dos maiores físicos do país por sua obra e legado na elaboração e implantação do programa do álcool e do óleo vegetal do Brasil, já dizia nos anos 80 que a Amazônia é a pátria da energia alternativa para o futuro do país. Ele se referia a energia solar, ao biodiesel, à biomassa e ao gás natural. Nesta segunda-feira, 13, dando sequência aos Diálogos Amazônicos da Fundação Getúlio Vargas, Márcio Holland e Daniel Vargas receberam a dupla André Clark, da Siemens e Tarcisio Rosa consultor de energia oriundo da Eletrobras. Objetivo do evento era expor e debater a questão energética na Amazônia no contexto da crise hídrica e das perspectivas da Amazônia do Futuro, um projeto de desenvolvimento regional desenhado por iniciativa do setor produtivo do Amazonas, Zona Franca de Manaus, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas.