A pedra fundamental do CBA foi lançada no apagar das luzes do Século XX. Seus padrinhos foram FHC e seu vice, Marco Maciel, filho e marido, respectivamente de mulheres amazonenses. Muita água rolou de lá pra cá, mas pouca energia gerou a favor da sociedade. Enfim, depois de duas décadas e muitas disputas, na gestão Algacir Polsin, da Suframa, e com Fábio Calderaro à frente, o CBA, que havia nascido como Centro de Biotecnologia da Amazônia, passou a se credenciar como Centro de Bionegócios, no coração da maior floresta tropical do mundo e 1/5 do banco genético da Terra. Nessa sexta-feira, 6 de maio, de boas notícias para a Zona Franca de Manaus, a planta do CBA foi regada com o lançamento do Edital que lhe trará a definição de seu modelo de negócios, além, é claro, do esperado CNPJ. Ufa! Fábio Calderaro nos acolheu em seguida para uma prosa Amazônia. Confira.
A partir da programação proposta para o evento e que será apresentada no seu lançamento oficial, a ExpoAmazônia visa a alcançar milhares de atores locais para discutir sobre qual foco se pretende para o Polo de Bioeconomia amazônica e quais estratégias para o seu desenvolvimento. Da mesma forma, o evento tem por objetivo apresentar para a sociedade as duas matrizes econômicas viáveis para a região, em complemento às atividades do Polo Industrial de Manaus (PIM). Além disso, espera-se apoiar startups na mentoria e apresentação de seus negócios para investidores potenciais, bem como prospectar negócios e atrair estudantes e profissionais para o mercado de tecnologia.
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.